Idec analisa queijo minas frescal: rótulos informam, incorretamente, a quantidade de nutrientes


Entre dezembro de 2012 e janeiro de 2013, foram analisadas  15 marcas de queijo minas frescal tradicional, nove nas versões light, e as demais apenas a versão integral, totalizando 25 amostras. Os queijos avaliados foram: Almeida, Almeida Light, Cana do Reino, Cascata, Cascata Light, Cristina, Cristina Light, Cruzília, Dia, Dia Light, Fazenda Bela Vista, Ipanema, Ipanema Light, Montesanina, Puríssimo, Puríssimo Light, Quatá, Quatá Light, Santa Clara 85%, Santa Clara SanBios, Santiago, Santiago Light, Tirolez, Tirolez Light e Vernizzi.

O teste verificou a quantidade dos principais nutrientes presentes nesse tipo de queijo: proteínas, gorduras (totais, saturadas e insaturadas) e sódio. Os valores detectados foram comparados com os declarados na tabela nutricional presente na embalagem dos produtos. Além disso, foi observado se as informações do rótulo seguem as normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Também foram realizados testes microbiológicos , mas o Idec só irá divulgar os resultados na mais adiante.

O resultado evidenciou  que os teores de gorduras, proteínas e sódio presentes nos produtos são diferentes daqueles declarados no rótulo. Todas as amostras informam  de forma errada a quantidade de, pelo menos, um nutriente.

As maiores variações entre o valor do rótulo e o real foram identificadas nos queijos light. O pior caso foi o do Dia Light, que tem 932% a mais de gorduras totais em relação ao que é declarado na embalagem. Quase mil vezes mais! O rótulo informa que uma porção de 30 g do alimento tem apenas 0,5 g desse nutriente, mas, na verdade, contém 5,16 g. No geral, os produtos apresentam discrepância em mais de um nutriente. O queijo Santiago Light, por exemplo, informa valores muito diferentes do que realmente têm em sua composição para gorduras totais, saturadas e insaturadas, e sódio.

Para a Agência Nacional de Vigilância Sanitária – Anvisa, apesar da quantidade limitada de queijos testados, chama a atenção a alta incidência de amostras com problemas. “Os resultados apresentados pelo Idec serão avaliados e as medidas fiscais cabíveis serão adotadas”, promete a agência, por meio de sua assessoria de imprensa. De acordo com o órgão regulador, a legislação sanitária não exige que os fabricantes apresentem laudos que atestem a composição físico-química dos alimentos, mas eles são responsáveis pela qualidade dos produtos que ofertam, bem como pelas informações veiculadas nos mesmos.

Confira as tabelas com os resultados da análise. Para visualizar melhor, clique em cima da imagem.

Clique aqui para ler o relatório da análise na íntegra.

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