Inmetro analisa 11 marcas de papel higiênico


As inúmeras reclamações recebidas pelo Inmetro sobre a qualidade e o atendimento às especificações, principalmente, ao comprimento e à largura dos papéis higiênicos, levou o Programa de Análise de Produtos a analisar 11 (onze) marcas do produto: seis de folha dupla e cinco de folha simples, de fabricação nacional. O maior índice de reprovação se refere ao ensaio que mensura a largura dos papéis de folha dupla.

papelhigiResumo das análises de papel higiênico de folha simples:

Foram analisadas as seguintes marcas: Carinho Plus, Carrefour, Karino, Personal e Qualitá.

A primeira avaliação realizada foi a de resistência à tração ponderada. Esse teste simula a força que o usuário faz  para retirar o papel do rolo. Apenas uma das cinco marcas avaliadas apresentou não conformidade (Karino Neutro).  Esse tipo de não conformidade indica que o papel pode não resistir à força aplicada pelo consumidor, quando da sua utilização, rasgando no meio da folha e não no picote. Tal fato pode aumentar o desperdício e, consequentemente, o custo do produto para o consumidor.

 O segundo ensaio verificou as características do produto como a gramatura, a alvura difusa, o índice de maciez, a presença de pintas, a presença de furos, a capacidade de absorção de água e o tempo de absorção de água.

Cabe destacar que a norma (ABNT NBR 15.134:2007) utilizada para esses testes tem parâmetros para agrupar os produtos em determinadas classes, atribuindo uma pontuação aos ensaios individuais. Dessa forma, não há um valor mínimo que o papel tem que ter nos ensaios para ser aprovado, mas existe uma pontuação que classifica os produtos de acordo com cada característica.

Assim, em cada quesito, os produtos que alcançam a maior pontuação (7), têm melhor desempenho e são considerados “Classe A” em relação àquela característica; os que obtêm  pontuação 4, são classificados como “Classe B”;  2, como “C”,  e 1, “Classe D”.

O resultado geral de cada produto, ou seja, a soma dos resultados obtidos em cada uma dessas características, também o qualifica. Dessa forma, eles podem ser categorizados em 4 grupos. O produto que alcançar um total maior/igual a 35 pontos é “Classe 1”, que corresponde ao melhor desempenho, entre 30 e 34, “Classe 2”; entre 26 e 29, “Classe 3” e menor/igual a 25, “Classe 4”. Os resultados encontrados foram os seguintes:

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  *Como o Karino Neutro apresentou resistência de 82,81 N/m, sendo considerado não conforme, não conseguiu pontuar nesse  quesito. Sendo assim, o resultado foi feito sem a inclusão desse item.

 Nos ensaios metrológicos, foram verificados o comprimento e a largura dos  rolos dos papéis higiênicos. Das cinco marcas analisadas, uma (Qualitá) estava não conforme, com uma largura de rolo de 99,41, valor inferior aos 100 mm determinados na Portaria Inmetro 153 de 19 de maio de 2008.

 Papel Higiênico Folha Dupla

Foram analisadas as marcas Bom Preço, Cotton, Dualette Ultra, Mirafiori, Neve e Tenderly.

As análises para verificar a alvura, isto é, a presença de impurezas, e a resistência à tração ponderada dos papéis higiênicos de folha dupla mostraram que as seis marcas avaliadas atenderam aos requisitos mínimos da norma e foram consideradas conformes.

No que se refere aos testes para avaliar o índice de maciez, a presença de pintas, a capacidade de absorção de água e o tempo de absorção de água, o critério da norma é o mesmo citado anteriormente, ou seja, categorizar o produto por classe. Entretanto, só há duas categorizações para cada quesito A e B.

Dessa forma, os que obtêm a pontuação 7 têm melhor desempenho, sendo considerados “Classe A” em relação àquela característica; os que alcançam pontuação 4, são classificados como “Classe B”.

O resultado geral de cada produto o qualifica também em apenas duas categorias 1 e 2. O produto que alcançar um total maior/igual a 30 é “Classe 1”, que corresponde ao melhor desempenho, e o que tiver resultado menor que 30,“Classe 2”.  Todas as marcas de papel Higiênico Folha Dupla obtiveram pontuação total equivalente a “Classe 1”, conforme tabela abaixo:

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A análise metrológica foi a que evidenciou resultados mais preocupantes para o consumidor. Os testes, que verificaram o comprimento e a largura do rolo dos papéis higiênicos de folha dupla, revelaram que quatro marcas estavam não conforme no ensaio de largura do rolo.  A Portaria Inmetro estabelece que a largura deve ser de, no mínimo, 100mm. As marcas reprovadas tiveram os seguintes resultados: Bom Preço (99,20mm); Cotton (98,90); Neve (98,56mm), e Tenderly (98,66), sem  considerar os respectivos percentuais de incerteza.

Informação aos Consumidores
As irregularidades em relação à largura do rolo lesam o consumidor que paga mais por menos. Para ilustrar essa perda econômica, uma variação de menos 0,5 mm na largura do rolo equivale a 5 cm2 por metro de rolo. Em um rolo de 30 m a perda chega a 150cm2 (equivalente a um picotado do rolo). Na hora da compra, para fazer economia, é preciso comparar o preço do rolo de papel higiênico por tipo, ou seja, folha simples e folha dupla, considerando a metragem declarada na embalagem, pois existe no mercado embalagem com 20m e 30m e diferentes quantidades de rolo. Sendo assim, para uma boa avaliação do custo/benefício é preciso dividir o preço pela quantidade total de rolos em cada pacote e pela metragem de cada rolo. No que se refere às características, a classificação dos produtos não consta nas embalagens. Entretanto, considerando que a análise seleciona os produtos mais vendidos no mercado nacional, o consumidor pode usar a tabela acima para escolher o produto que está mais bem classificado no quesito que considerar mais importante ou, considerar a classificação geral. No que se refere à folha simples, a marca Personal obteve a melhor avaliação em todos os quesitos, seguido da marca Carrefour, que obteve classificação B só no índice de maciez e Qualitá, que teve classificação D no mesmo quesito. No que se refere à folha dupla, embora todos tenham obtidos a classificação superior a marca Neve teve pontuação máxima em todos os quesitos. Por outro lado, essa mesma marca estava não conforme no ensaio de largura do rolo. Diante dos resultados, o Inmetro solicitará a intensificação da fiscalização dos Institutos de Pesos e Medidas estaduais nos papéis higiênicos e avaliará a possibilidade de sugerir a inclusão de novos requisitos na norma brasileira sobre papéis sanitários.

Dicas de Saúde:
Muitas pessoas acreditam que a má qualidade do papel higiênico pode oferecer  risco de contrair uma infecção urinária. Entretanto, o médico infectologista e coordenador de comunicação da Sociedade Brasileira de Infectologia, Alexandre Cunha, afirma que essa possibilidade não tem o menor fundamento científico. O Dr. Cunha assegura que o acondicionamento do papel higiênico em banheiros públicos, que muitas vezes é improvisado ou já vem manuseado (dobrado), pronto para o uso, não coloca em risco a saúde dos usuários. Em relação ao papel higiênico perfumado, é preciso ficar atento, pois o infectologista alerta que alguns indivíduos podem apresentar uma predisposição à alergia ao componente.

 

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Na matrícula escolar, o susto do reajuste e os abusos no material


Leis estabelecem o que pode e o que não pode ser cobrado pelas instituições de ensino.

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RIO – Reajuste da mensalidade, taxa de material escolar e compra do uniforme. Na hora de renovar a matrícula em escolas particulares, estas são as três principais fontes de queixas, de acordo com órgãos de defesa do consumidor. Questões que pedem atenção, pois estão cercadas de leis que estabelecem o que pode e o que não pode ser cobrado pelas instituições de ensino. Recentemente, o Centro Educacional da Lagoa (CEL) foi proibido pela Justiça do Rio de cobrar taxa de material de uso coletivo, conforme determina a lei federal 12.886. A ação foi movida pelo Ministério Público do Rio (MPRJ) a partir de denúncia feita pelo consumidor Fernando Dutra, pai de um aluno da instituição. A escola ainda pode recorrer. Pelo menos outras duas instituições de ensino são investigadas pelo MP suspeitas de cometer a mesma irregularidade.

— No fim do ano passado fui surpreendido pela cobrança de R$ 1 mil para compra de materiais escolares que meu filho não pode trazer para casa. O valor foi diluído nas mensalidades de 2014. Ainda tive de comprar outros materiais individuais. Diversas vezes tentei contato com a direção para que me explicassem para que se destinava afinal essa taxa, mas sequer fui atendido. Por isso procurei o Procon e o MP — relata Dutra.

A lei federal que proíbe as escolas de incluírem na lista de material artigos de uso coletivo, como papel sulfite, giz, produtos de higiene e copos descartáveis, além da cobrança de taxa adicional para cobrir esses custos, está em vigor desde novembro do ano passado. O texto determina que os gastos com estes materiais sejam considerados no cálculo das anuidades.

— Esses custos já estão embutidos nas mensalidades. Ao cobrar uma taxa, esse valor está sendo repassado em duplicidade ao aluno — avalia a assessora técnica do Procon-SP Leila Cordeiro.

De acordo com o promotor de Justiça Júlio Machado, da 1ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva de Defesa do Consumidor da Capital, também foi solicitado, na ação contra o CEL, ressarcimento de quem já havia pago a taxa, de R$ 780, segundo consta no processo. Este pedido ainda não foi analisado pela Justiça. Ao GLOBO o CEL negou, por meio de nota emitida pelo advogado da escola, a cobrança. A instituição argumenta que “o MP desconhece a diferença entre material de uso coletivo e material de uso individual pedagógico, posto que a taxa e o material cobrado, objeto da ação movida, não era material de uso coletivo” (sic).

— O primeiro caminho deve ser sempre buscar o fornecedor. Apenas na hipótese de inexistência de acordo é que a Justiça e o Ministério Público devem ser acionados. Foi assim que procedeu o MP em sua investigação a respeito do caso. Primeiro propôs um Termo de Ajustamento de Conduta. A ação civil pública foi proposta porque o colégio não demonstrou interesse em celebrar o acordo — explica o promotor.

Outra reclamação recorrente é o valor do reajuste anual das mensalidades, muitas vezes considerado abusivo pelos responsáveis. No Rio, o aumento para o ano que vem deve ficar entre 8% e 15%, segundo projeção do presidente do Sindicato dos Estabelecimentos de Educação Básica do Rio (SinepeRio), Edgar Flexa Ribeiro. De acordo com o presidente do sindicato, o aumento, acima da projeção da inflação para este ano feita pelo governo, de 6,3%, se explica pelo clima de incertezas que a economia brasileira vive.

TAXA DE MATERIAL NÃO PODE SER ÚNICA OPÇÃO

A assessora técnica do Procon-SP explica que o índice de reajuste é definido pela escola, levando em consideração a mensalidade atual. Sobre esse valor, pode-se acrescentar uma correção proporcional ao aumento das despesas com professores, pessoal técnico e administrativo, conservação, impostos, aluguéis e investimentos em construção de espaços diferenciados, como laboratórios e academias. Os gastos devem ser apresentados em uma planilha, conforme determina a lei federal 9.870. Como não há uma definição legal sobre o percentual considerável abusivo, Leila orienta que se avalie com atenção o documento:

— Os pais devem verificar cada item da planilha e questionar se a escola considerou custos que não devem ser repassados aos alunos, como o investimento em reformas e ampliação do número de vagas em salas de aula — exemplifica.

Outro item que merece atenção é o fato de que a escola só pode restringir a compra do uniforme à instituição se tiver a sua marca registrada. Do contrário, os pais podem comprá-lo no comércio de rua. A escola pode oferecer a opção de pagamento de taxa para a compra do material letivo, mas esta não pode ser a única alternativa de aquisição, o que caracterizaria venda casada. Também é vedada a indicação de local específico para a compra de material didático.

FIQUE ATENTO

Contrato: O contrato deve ser divulgado em local de fácil acesso, no mínimo 45 dias antes do fim do prazo de matrícula. Deve conter o valor da anuidade e o número de vagas por sala.

Taxas: É proibida a cobrança de taxa pela emissão de boleto bancário ou de carnê para pagamento de mensalidade. A escola pode cobrar taxa de reserva de matrícula, mas este valor tem de fazer parte da anuidade e ser descontado da primeira mensalidade.

Inadimplência: Alunos que não estiverem em dia com as mensalidades não têm direito à renovação de matrícula. Mas se a dívida já foi negociada, o aluno não pode mais ser considerado inadimplente.

Fonte: O Globo

Dia das Crianças – Confira dicas de segurança e de brinquedos para seu filho


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Segundo a Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Estado de São Paulo – FCDLESP, o setor de brinquedos é o que mais fatura no dia das crianças,  seguido pelo de alimentação e parques.

A infância, sem dúvida, é o momento mais importante da vida de uma pessoa, mas para cada etapa da vida da criança é preciso um estímulo diferente, seja para desenvolver a coordenação motora, a afetividade, o equilíbrio, a audição, a postura ou o comportamento social. Assim, os brinquedos podem desenvolver um grande papel na vida dos  meninos e meninas.  Mas para que isso ocorra eles devem estar de acordo com o desenvolvimento de cada idade.

Se você  comprar presentes para o dia das crianças, fique atento:

1 –  SELO

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Todo brinquedo, nacional ou importado, deve ter o Selo de Identificação de Conformidade do Inmetro, impresso na embalagem ou no próprio brinquedo. Isso indica  que o produto foi submetido a ensaios e atende a requisitos mínimos de segurança. O selo deverá estar sempre visível ao consumidor e conter a marca do Inmetro e o logotipo do organismo que realizou a certificação o produto.

Além do “selo do Inmetro” as embalagens devem conter:  os dados do fabricante; todas as informações sobre o produto, incluindo orientações e advertências de eventuais  riscos que podem surgir durante o uso,  e a  indicação de faixa etária a qual o produto é destinado. Todas as informações devem estar escritas em português.

2 – Faixa Etária

Faixa etaria Fique atento ao selo que indica a faixa etária  na embalagem do produto. Se o brinquedo não tiver  essas informações você pode informar para ouvidoria do Inmetro: 0800 285 1818.

Vamos às compras?

Depois de verificar todas as informações de seguranças de um brinquedo é hora de comprar o presente. Antes de comprar avalie o que a criança gosta de brincar. Mas atenção,  nesse momento, caso ela goste apenas de um tipo (como os eletrônicos), ofereça outras possibilidades como jogos de tabuleiro, baralhos ou brincadeiras ao ar livre.

Confira algumas dicas de acordo com a faixa etária:

1 a 2 anos – Ela já possui um bom desenvolvimento motor e de postura, mas ainda precisa ser vigiada enquanto brinca. Está é a época de desenvolver as habilidades manuais e corporais. Procure presentear os pequenos com brinquedos que estimulem  a coordenação psicomotora da criança. Estes podem ser piscina de bolinha, brinquedos de encaixe e de montar, livros com figuras, carrinhos, bolas, brinquedos infláveis etc.

2 a 3 anos – É o momento de desenvolver e ampliar o vocabulário, desenvolver a visão e a parte motora.  Os livros ajudam as crianças a descobrir o nome das coisas e os jogos podem auxiliar no desenvolvimento motor. Sugestões de presentes:  quebra-cabeças, instrumentos musicais,  carrinhos, bonecas etc.

3 a 4 anos – Os sensos de direção, espaço, controle e força e a capacidade micromotora estão em alta. Sugestão de presentes: livros de colorir, roupinha de boneca,  jogos de memória, a primeira bicicleta com rodinhas e patinetes.

Obs: entre 4 e 5 anos é a época do “faz- de-conta”. Os  brinquedos devem fazer a criança desempenhar o papel de adulto em seu mundo imaginário. Nessa faixa etária começam a aparecer os primeiros medos infantis, por isso e interessante estimular o senso de segurança e a independência.

5 a 7 anos – Essa é a fase da socialização e das atividades em grupo, em que  as brincadeiras ajudam a entender o cotidiano e promovem a assimilação de regras de convívio.  Deve-se desenvolver a capacidade de a criança lidar com regras e a competitividade  de forma saudável. Os presentes podem ser bambolê, bingo, quebra-cabeças, casa de boneca, entre outros.

7 a 9 anos – A partir de 7 anos, o sistema cognitivo da crinaça já está pronto e sua convivência social se sofistica.  É o momento também de investir em jogos de tabuleiros, de cartas e eletrônicos, que exigem decisões estratégicas e de raciocínio lógico. Brinquedos como, Jogo da Vida, Uno, Detetive são idéias para essa idade.

9 anos em diante –  A criança já está apta a atividades mais complexas, pois passa a desenvolver  habilidades específicas. Nessa faixa os jogos de experimentos científicos, pingue-pongue, sinuca,  jogos eletrônicos e outros  mais complexos,  atraem a atenção.

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Crianças e as novas tecnologias


criançaeasnovastecnologiasOs aparelhos tecnológicos fazem parte da nossa vida e no mundo contemporâneo é impossível viver sem utilizá-los. Os ganhos e as possibilidades que as novas ferramentas trouxeram para a sociedade são inegáveis e o uso desses equipamentos tem começado cada vez mais cedo na vida das pessoas.

Pesquisas afirmam que as novas tecnologias podem contribuir para o desenvolvimento e promover a aprendizagem das crianças. Por outro lado, a utilização excessiva tanto no ambiente escolar como em casa podem favorecer  novos riscos à saúde para a geração da era digital. Essa é a opinião da Médica Psiquiatra pela UERJ, Mestranda do Programa de Pós-Graduação em Neurologia e Neurociências da UFF, Evelyn Eisenstein, e da Presidente do Instituto Integral do Jovem INJO, Susana Estefenon. Em artigo publicado na Revista do Hospital Universitário Pedro Ernesto, ambas afirmam que a exposição exagerada à  internet, ao telefone celular, tablets e outros equipamentos podem causar transtorno de sono, hábitos sedentários, queda do rendimento escolar, fadiga ocular, entre outros problemas.

Sendo assim, reunimos algumas recomendações citadas por essas especialistas e outras pesquisas sobre o tema para que as crianças possam usufruir melhor dos benefícios das novas tecnologias.

  • Defina horários para que as crianças usem o computador, videogame, celulares e tablet.
    No intuito de assegurar um futuro sustentável para todas as crianças,   Cris Rowan, terapeuta ocupacional pediátrica e autora de Virtual Child, o Dr. Andrew Doan, neurocientista e autor de Hooked on Games, e a Dra. Hilarie Cash, diretora do Programa reSTART de Recuperação da Dependência da Internet e autora de Vídeo Games and Your Kids desenvolveram algumas diretrizes para o uso de tecnologia para crianças e adolescentes com contribuições da Academia Americana de Pediatria e da Sociedade Pediátrica Canadense. No estudo publicado na revista Exame Info, eles recomendam  o tempo de uso considerado “saudável” para  cada tipo de tecnologia de acordo com a faixa etária, conforme tabela abaixo.

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  •  Procure deixar o computador em áreas comuns da casa, evitando que o equipamento se localize no quarto da criança ou do adolescente e estimule atividades que não inclua os aparelhos, passeio ao ar livre, prática de esporte, entre outras.
  • Pesquise e busque manter-se informado sobre os sites mais apropriados de acordo com o desenvolvimento e a maturidade de cada um. Aproveite oportunidades de palestras em escolas ou conversas com amigos sobre a importância da supervisão constante e a proteção sobre os perigos da rede;
  •  Estabeleça regras e limites bem claros para a entrada e permanência em salas de bate-papo e serviços de mensagens eletrônicas. Alerte as crianças e os adolescentes sobre o envio de fotos e informações particulares para pessoas desconhecidas;
  • Use filtros de segurança e sistema de segurança on-line atualizado, com bloqueadores de mensagens proibidas ou inseguras para crianças e adolescentes;
  • Ficar atento aos sinais de riscos e características do uso impróprio, exagerado ou doentio do computador e de outras tecnologias, especialmente aos problemas de abuso, pornografia, pedofilia ou exploração comercial sexual de crianças e adolescentes;
  •  E caso a criança ou adolescente receba qualquer mensagem esquisita, amedrontadora, obscena, humilhante, inapropriada ou que contenha imagens ou conteúdo pornográfico, denuncie no disque 100 ou denuncia.org.br.

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Banco Central abre inscrições para curso de gestão de finanças pessoais


O Banco Central (BC) e a Escola de Administração Fazendária (Esaf) abriram as inscrições para a segunda turma do curso online Gestão de Finanças Pessoais. Os interessados podem se inscrever até o dia 12 de outubro.

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De acordo com BC, mais de 3 mil pessoas inscreveram-se na primeira turma do curso, que teve início no último dia 23 e vai até 23 de outubro.

O curso da segunda turma (20 horas de duração) será realizado de 14 de outubro a 16 de novembro. O aluno frequenta o curso online de acordo com sua conveniência (não há obrigatoriedade de dedicação mínima diária).

Segundo o BC, o curso é aberto à sociedade, gratuito, construído de forma lúdica e com conceitos básicos sobre temas do cotidiano das pessoas. Os módulos/temas são: nossa relação com o dinheiro; orçamento pessoal ou familiar; crédito e endividamento; consumo planejado e consciente; poupança e investimento; prevenção e proteção; consumindo serviços financeiros.

Para esclarecer dúvidas dos inscritos, foi criado um fórum de compartilhamento no próprio ambiente do curso. Além do conhecimento adquirido, os alunos que concluírem os módulos também receberão certificado de participação.

Para fazer a inscrição, o interessado deve acessar o sistema de inscrições da Esaf, cujo passo a passo pode ser consultado aqui. A Esaf confirmará a inscrição por email um dia antes do início do curso. Dúvidas sobre a formação da nova turma podem ser enviadas ao e-mail educacaofinanceira.ead@fazenda.gov.br.

Fonte: Agência Brasil.