Mitos e verdades sobre whey protein


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Uma das principais vantagens divulgadas em sites de bem-estar e saúde é o alto valor biológico do whey protein (entre 106% e 159%) . Para efeito comparativo: o frango tem 79%; o peixe, 83%; a carne vermelha, 80%; os ovos, de 88% a 100%; e laticínios, como o leite e o queijo, chegam a 80%.

Além disso, outros benefícios oferecidos pelo uso cotidiano do whey são amplamente propagados, como: alto teor de aminoácidos essenciais, proteína de elevado grau de pureza, ganho de massa muscular, melhora do sistema imunológico e auxílio no  emagrecimento sem perda de massa magra.

Diante de tantas propriedades atribuídas ao produto,  o Inmetro analisou 15 marcas de whey protein concentrado e  entrevistou o especialista Luiz Claudio Cameron, Professor e Chefe do Departamento de Genética e Biologia Molecular da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro – Unirio, para esclarecer quais são os mitos e as verdades em relação à ingestão desse suplemento, que circulam em sites especializados, academias, entre outras redes.  Assim, o consumidor poderá reunir as informações do resultado da análise  com a opinião de um especialista sobre o tema e  fazer escolhas mais adequadas para montar seu programa nutricional.

Dez coisas que você precisa saber sobre Whey.

1.  Atualmente, é muito comum ver nas academias alunos tomando esse tipo de suplemento de proteína. Qual é principal vantagem do Whey Protein?

Antes de qualquer coisa, eu gostaria de deixar muito claro que como bioquímico,não tenho nada contra nem a favor de nenhuma substância química.  A minha visão sobre o Whey é desprovida de preconceito, sobre o que é  natural ser melhor que o artificial. Minha visão é uma visão cartesiana, baseada na ciência.

Muita gente usa suplemento porque é vendido como uma coisa diferente e essencial, uma coisa quase miraculosa.  Na minha opinião, o whey tem duas vantagens:  para quem precisa de uma absorção rápida de proteína, como alguns atletas de elite (aqueles que treinam mais de 5, 6, 8 horas por dia);  e o fato de ser um pozinho que você pode carregar em uma garrafa sem água para a academia ou para qualquer outro lugar. Basta colocara água na garrafa, chacoalhar e está alí sua proteína. Diferente de um bife, que também é uma proteína, o whey é prático de transportar. Mas é preciso deixar claro: ele é prático, não é necessário, não é insubstituível, é apenas prático. Funciona?  Sim, funciona, é uma excelente fonte de proteína, mas o leite também é. É importante que se entenda que suplemento não é necessariamente uma coisa que se vende num pote. Pode-se suplementar uma dieta com ovo, com leite, como queijo ou com bife, por exemplo.

 2. Qual a sua opinão em relação às vantagens atribuídas ao produto como alto valor biológico, rápida absorção e o aumento da imunidade?    

Vamos começar explicando uma das vantagens, que é a rápida absorção. Quando pegamos  o leite de vaca e vamos fazer uma coalhada, adicionamos gotas de limão, esperamos aguar e a coalhada é aquilo que vai para o fundo.  Aquela proteína, na sua maioria, é uma proteína chamada caseína, quando muda o pH,desnatura-se e sai da solução, o que significa, na verdade, fazer aqueles flocos parecidos  com flocos de neve,  que têm  várias proteínas,  mas é eminentemente caseína. Então, fazia-se a coalhada ou o queijo, mas sobrava uma coisa chamada o soro do leite, que é a parte que fica em cima.  Esse soro contém uma série de proteínas que não se desnaturam com a mudança do pH.  Então, naquele pH,  a proteína que não se desnatura é essa parte do soro que é chamado em inglês de Whey Protein.

Então o  que é  Whey  Protein?  Nada mais do do que a parte do leite que se joga fora quando se faz o queijo; não tem nada de miraculoso nisso, ele é um conjunto de proteínas que estão no leite. É verdade que, exatamente por essas caracterísitcas químicas, elas têm uma absorção mais rápida que a caseína, o que não quer dizer muita coisa para uma pessoa comum, que não seja atleta.  Então, o leite tem essa característica, possui proteínas de absorção rápida e de absorção lenta. O que é preciso esclarecer à população é que, por exemplo, ao tomarmos um copo de leite, a concentratação de proteína do leite está diluída na porção, então,  teremos um copo de leite com X gramas de proteínas. É claro que, se pegarmos esse leite e desidratarmos, tirando a água, teremos muito mais proteína. É o que acontece com whey: retirou-se a água, então, está mais concentrada.  Se compararmos a carne seca com a carne fresca, a carne seca apresenta mais proteína que a carne fresca porque   tirou-se a água. Considerando que o leite tem cerca de 4 gramas de proteína por 100 gramas, ao se tirar a água, passa-se a ter muito mais proteína.

Em relação à afirmação de que a absorção é mais rápida, ela é verdadeira, mas não é um atibruto exclusivo do produto. A absorção é mais rápida por causa das características das proteínas. Isso significa que o leite também tem essa propriedade.  Isso é parte da publicidade, uma estratégia para torná-lo mais atraente.

Já o valor biológico  diz respeito ao quanto daquela proteína é absorvida, possuindo  aminoácidos que são interessantes para o usuário.  De um modo geral,  todas as proteínas de origem animal, com exceção da gelatina, são muito parecidas, têm um valor biológico muito semelhante e eu diria que nenhuma delas é extremamente superior a outra.  O valor biológico da proteína  do ovo, do leite, do queijo, do bife  é muito próximo: fisiologicamente, essa diferença é muito pequena.

O que que acontece na prática?  as pessoas acham que aquilo tem um poder miraculoso e começam a consumir o suplemento, mas comem mal. Às vezes, gastam muito dinheiro  com suplemento, mas não estão  bem nutridas porque não estão comendo adequadamente.  Ingerem uma quantidade que acreditam ser enorme de proteína. Estou me referindo aos  produtos que não são fraudados, estou falando no whey corretamente fabricado.

Aumenta a imunidade? Na verdade,  existe a diminuição da  imunidade em reposta ao exercíco de alta intesidade. Assim, a reposição de carboidrato de proteína logo depois do exercício minimiza essa diminuição da imunidade, mas estamos, de novo, falando de atletas de alto rendimento.

Há quem diga que vai à academia todo dia e sai de lá sem conseguir se mexer… Mesmo assim, esse indivíduo, mesmo malhando pesado, não tem o status de atleta de alto rendimento. Não  se pode comparar, as necessidades são diferentes. A pessoa que malha 3 horas por dia não é um atleta.

3. Qualquer pessoa que faz atividade física pode começar a tomar esse suplemento ou existe uma recomendação relacionada ao tipo de treino que a pessoa faz?

O whey é destinado a qualquer pessoa que precise de uma  fonte de proteína.  No entanto,o que se precisa avaliar é a real necessidade. Quando eu falo que um  atleta de elite pode precisar de uma fonte de absorção rápida de proteína é preciso que fique claro o tipo de atleta a que estou me referindo.  Um atleta de elite, amador, que treina triathlon, por exemplo, – combinação de natação, ciclismo e corrida, sem interrupção entre as modalidades –  treina seis horas por dia, muitos não são profissionais,  trabalham em bancos, em empresas e não  ganham a vida sendo atletas. Eu estou falando de pessoas que treinam 5, 6, 8h por dia.  Enfatizo, a pessoa que malha duas horas por dia ou que treina pesado 3h por dia não é atleta.

4. Qual a indicação de consumo de proteína  por dia necessário para uma pessoa?  Existe uma diferença de indicação de consumo para a pessoa que pratica esporte regularmente,  sedentária e atleta?

Uma pessoa comum, que pratica esporte regularmente ou sedentária, com acesso econômico normal aos alimentos, de uma maneira geral,  consome uma quantidade de proteína adequada. Na maioria das vezes, as pessoas comem até mais proteínas do que elas precisam. Uma pessoa adulta deve consumir de 0.8 a 1.2 gramas de proteínas por quilo de peso por dia.  Um atleta de elite, profissional ou amador, pode chegar a uma necessidade de até 2 gramas por quilo de peso por dia quando pratica  esportes muito específicos.  O que eu estou querendo dizer com isso? Quero deixar claro que a necessidade de proteína que o indivíduo tem não cresce muito pela prática esportiva realizada por um atleta. Cresce,  mas não muito, 50%, 60%, quando se pratica esportes de alta  intensidade. Destaco que não se pode confundir atleta com pessoa fisicamente ativa.

5. Muitos dos fabricantes de whey afirmam que seus produtos possuem valores biológicos elevados devido ao uso de determinadas técnicas, como o processamento por troca iônica (ion-exchange), a hidrolisação e a microfiltração.  Como esses processos conseguem aumentar o valor biológico? Em que consistem?

A  troca iônica é um processo de purificação de proteína. Na verdade, o que se faz é separar as proteínas, uma maneira de encarecer o produto e dizer que ele é melhor. Não tem muita razão em usar troca iônica nesse produto, é uma estratégia para agregar valor à mercadoria. Quando se pensa na pessoa que tem algum tipo de alergia a um tipo de proteína faz sentido: ele  seleciona as proteínas, livra-se de lactose, por exemplo.  O leite tem uma concentração de açúcar muito baixa, então o que se tem de lactose é baixo, mas para quem  tem intolerância à lactose é importante.

Por exemplo, hidrolisar é pegar a proteína e passar por hidrólise, provavelmente, ácida,  com isso,faz-se uma pré-digestão na proteína que torna o whey de uma absorção mais rápida da que ele já tem. Mas o efeito fisiológico disso para quem consome não tem importância, não é significante. Isso só é importante e significativo  em casos muitos raros. Eu trabalho com cerca de 400 atletas e não teria necessidade de indicar o whey hidrolisado para nenhum deles. É uma jogada de marketing. É verdade que hidrolisar aumenta a absorção da proteína, mas a efetividade disso é desprezível.  Em um paciente no hospital  isso faz uma grande diferença , por exemplo,  se o paciente tem alergia a um tipo de proteína, quando você hidrolisa ela fica menos alergênica. Ou seja , perceba, eu estou  falando de uma situação muito específica com pouca utilidade para  a população em geral.

Fazendo uma analogia com um veículo, vamos supor  que você tenhaum carro de determinada marca  e em vez  de que ele faça 10 km por litro, que seria o resultado usando whey, ele vai fazer 9,99998. É diferente? É,  mas tem relevância? Não.

6. Atualmente, está sendo  disseminada na mídia uma dieta a base de proteína que promete um emagrecimento rápido e eficiente. Nesse cardápio,  é indicado o uso de Whey Protein duas vezes ao dia (café da manhã e lanche) e uma grande restrição de carboidratos.  Qual a sua opinião sobre esse tipo de dieta?

Eu acho que não precisa ser whey,  poderia ser um bife ou um ovo ou, por exemplo,  a ricota,  que é “o  queijo feito do whey proiten” .   Todas as dietas basicamente reduzem o que a pessoa come e aumenta o gasto energético dela. O whey sozinho não faz nem emagrecer,  nem engordar: é uma fonte de proteína.

Entretanto,  é preciso considerar duas coisas:  o excesso de  qualquer proteína na dieta é convertido em gordura (ovo, queijo, carne e whey). O nosso corpo busca poupar o que ele puder, então,  se comer proteína em excesso,  vai acumular gordura. Isso considerando que estamos falando no whey totalmente conforme. O outro aspecto a considerar é que várias marcas de  whey  têm uma mistura com fonte de carboidrato acima do declarado. Vale lembrar que aquilo que se preconiza hoje na recuperação dos atletas é  a suplementação com carboidrato e proteína. Entretanto, o problema  é a quantidade de carboidrato  que existe no whey sem estar declarada no rótulo.

7. Na perspectiva de quem toma esse suplemento diariamente, que  consequências  podem ser citadas para a sáude no uso de  um produto que tenha mais carboidrato do que o declarado?

Sob o ponto de vista da saúde, isso vai variar bastante de pessoa para pessoa, dependendo  do tipo carboidrato. Imagineum diabético: ele vai usar whey  como uma forma de não aumentar a glicemia, só que ele não sabe, mas ali dentro está cheio de carboidrato.

8. Há indícios que o uso de whey a longo prazo pode onerar o fígado. O uso de Whey  contiuamente pode trazer malefícios  para a saúde?

O uso diário não tem  nenhuma contraindicação.  Para sobrecarregar o fígado,  o indivíduo teria de comer uns 3 baldes de Whey. É uma proteína bacana como a da clara de ovo, como a do queijo e a da ricota.

9. No que se refere à compra desses produtos, existem indícios claros de qualidade que possam ajudar o consumidor a escolher melhor o suplemento?

 Não tem como o consumidor avaliar isso.

10.  Que mensagem o senhor  deixaria para o consumidor usuário ou o que pretende ser   usuário do whey?

Preste bastante atenção e avalie se você precisa consumir o que você acha que você precisa. Estude  sobre os alimentos primeiro,   informe-se sobre o que você está comendo. Há atletas gastando R$ 2.000,00 em  suplementos  e com situação nutricional inadequada. Precisar é diferente de querer.

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Bianca Reis – Jornalista
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Está procurando um imóvel para alugar? Confira as dicas!


aluguel20143Alugar um imóvel não é uma tarefa fácil. A primeira parte é encontrar um imóvel que reúna os requisitos que você deseja e o custo que caiba no seu orçamento. Essa simples combinação não tem nada de descomplicado, demanda muita paciência, persistência e alguns cuidados.

Achado o imóvel, recomenda-se uma averiguação minuciosa para evitar arrependimentos. Assim, aconselha-se visitar o imóvel mais de uma vez, em períodos diferentes do dia,  ficando atento: aos possíveis barulhos que possam se tornar desagradáveis durante a moradia, à incidência de vazamentos, à ventilação do imóvel, à vazão de água nas torneiras, entre outros itens que possam transformar o imóvel dos seus sonhos no seu pesadelo cotidiano. Saiba mais aqui sobre o que verificar antes de alugar um imóvel?

Depois de ajustados esses itens, vem a parte do contrato.  Os documentos exigidos  para   a  elaboração de  um contrato, são:

Por parte do proprietário: título de propriedade, procuração (quando o contrato é assinado por representante), cédula de identidade, CPF, contas de serviços públicos, tais como água, luz etc., e carnê do IPTU.

Por parte do inquilino: cédula de identidade, CPF e comprovação de renda (contracheque).Por parte do fiador (se existir): cédula de identidade, CPF, escritura de- finitiva do imóvel dado em fiança e carnê do IPTU do imóvel do fiador.

O ideal é que, ao procurar o imóvel, você já tenha essa documentação em mãos para não perder tempo na hora de se candidatar à locação do imóvel.

Quando a negociação é feita por meio de uma imobiliária é comum haver Taxas de corretagem.  As taxas para a elaboração do contrato, ficha cadastral etc., cobradas pela imobiliária devem ser pagas pelo proprietário do imóvel e não pelo inquilino.

O inquilino que sentir que ao se recusar a pagar as taxas cobradas pelas imobiliárias (ficha cadastral, elaboração de contrato, etc.) corre o risco de não conseguir alugar o imóvel, deve pedir um recibo discriminando o pagamento. Pode, ainda, pagar com cheque nominal, tendo o cuida- do de escrever no seu verso a finalidade do pagamento (por exemplo, “este valor refere-se ao pagamento da taxa de ficha cadastral, cobra- do pela imobiliária – escrevendo o nome da imobiliária”). Desse modo, depois que estiver dentro do imóvel, o inquilino poderá fazer uma reclamação junto a um órgão de defesa do consumidor e reaver o que pagou indevidamente.

Entre outros itens básicos que compõem o contrato de locação estão o índice de reajuste, bem como a periodicidade que este deverá ocorrer, e garantia apresentada pelo locador.

Veja aqui outros itens que compõem o contrato.

No que se refere as garantias locatícias, no contrato de locação, o locador pode exigir as seguintes modalidades de garantia:

  1. Caução: que poderá ser em bens móveis ou imóveis. Se forem dinheiro, não poderá ser maior do que três meses de aluguel e será depositada em caderneta de poupança. Todo valor, com os seus respectivos rendimentos, deverá ser devolvido ao inquilino no final do contrato.
  2. Fiança: uma terceira pessoa (o fiador) garante o cumprimento do contrato perante o locador.
  3. Seguro de fiança locatícia: é contratado, pelo inquilino, junto a uma seguradora que passa então a ser “fiadora” do contrato.
  4. Cessão fiduciária de quotas de fundo de investimento, em que é ofertado ao locador um fundo de investimento (negociado ou não em bolsa de valores).

Saiba que:

É proibido haver mais de uma modalidade de garantia num mesmo contrato de locação.

Se a locação não estiver garantida por qualquer das modalidades, o locador poderá exigir do inquilino o pagamento  do aluguel adiantado (a vencer) e encargos, até o sexto dia útil do mês vincendo (ainda não vencido).

Em relação ao índice de reajuste de aluguel, o reajuste é a atualização do valor do aluguel, por um índice de correção escolhido, de comum  acordo, pelas partes e deve constar no contrato. Atualmente, o reajuste, por lei, só pode ocorrer uma vez por ano, no mesmo mês em que o contrato foi assinado. Sua finalidade é recompor a perda do valor monetário com base na variação da inflação no período.

O contrato deve prever apenas um índice de reajuste. Nos casos em que não houver contrato, ou, quando  o índice a ser utilizado no reajuste não constar no contrato, as partes devem estabelecer um índice, que passará a valer para todos os demais reajustes. Os índices mais usados são: IPC-FIPE, IGPM, IPD-DI, INPC, que são divulgados diariamente em jornais de grande circulação.

Atenção!

Alguns proprietários definem no contrato que o reajuste obedecerá ao prazo mínimo que a lei estabelecer. Caso essa cláusula esteja prevista em seu contrato ou adendo a ser assinado, saiba que, se houver alteração na legislação, você poderá ter um reajuste em prazo inferior ao combinado anteriormente.

A revisão de aluguel é a alteração do seu valor para adequação aos valores praticados no mercado. Pode ser amigável ou judicial, e geralmente é feita quando o valor do aluguel está muito baixo.

De acordo com a Lei do Inquilinato (Lei 8.245/91), o proprietário pode pedir a revisão do valor do aluguel judicialmente, por meio de uma “Ação Revisional de Aluguel” após três anos de vigência do contrato ou da última alteração do valor contratado.

O inquilino pode evitar a “Ação Revisional de Aluguel”, que implica em gastos com honorários advocatícios, perícia e demais custas processuais, propondo um valor razoável para o novo aluguel e tentar um acordo que, se aceito, deve ser firmado por escrito, na forma de “Adendo Contratual”. Nesse documento deverá estar escrito que naquela data o valor do aluguel foi aumentado em razão de uma revisão amigável de aluguel e que esse novo valor passará a valer pelo período de um ano.

Clique aqui para saber tudo sobre desocupação de imóvel.

Fonte: Série Imóveis Procon-SP – Aluguel residencial.

Bianca Reis – Jornalista
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Água mineral vai ter selo de qualidade do Inmetro


Água mineral vai ter selo de qualidade do Inmetro

aguaRIO – O consumidor que quiser ter certeza que a água mineral está dentro dos padrões de qualidade estabelecidos pela legislação do setor contará com a ajuda do Inmetro. O instituto publicou no mês passado, e já está em vigor, a Portaria 307/2014, que concederá um selo de qualidade às águas mineirais naturais e potáveis envasadas, vendidas em embalagens descartáveis e de vidro retornável que atenderem aos Requisitos de Avaliação da Conformidade estabelecidos pelo documento. A adesão por parte das fabricantes é voluntária, já que a regulamentação não foi motivada por constatação pela reguladora do setor de problemas na qualidade das águas envasadas no Brasil, explica Roberta Chamusca, técnica da Divisão de Regulamentação Técnica e Programas de Avaliação da Conformidade do Inmetro. Ela conta que o pedido do selo partiu da própria indústria, que busca elevar a competitividade dos produtos feitos no país.

- O pedido de certificação partiu da Abinam (Associação Brasileira da Indústria de Águas Minerais) depois que delegações estrangeiras, por receio de consumir águas brasileiras, trouxeram de seus países a bebida, para o Panamericano (jogos que ocorreram no Rio em 2007). É uma forma de protegerem a competitividade delas. Dessa forma, os consumidores terão maior segurança sobre a qualidade do que estão consumindo – complementa Roberta.

Para obterem o Selo de Identificação da Conformidade, as águas mineral e a potável de mesa envasadas terão de ser aprovadas em uma série de testes feitos em certificadoras acreditadas pelo Inmetro. Serão realizadas desde a inspeção do rótulo e da tampa da embalagem, para verificar se há risco de adulteração do conteúdo, até a determinação das características químicas e microbiológicas das bebidas.

- São feitos testes para verificar se há presença de, pelo menos, cinco bactérias, além do tolerado pela legislação – informou a técnica do Inmetro.

Carlos Alberto Lancia, presidente e hidrogeólogo da Abinam, conta que, das 400 empresas de água mineral do país, pelo menos 10% delas, ou seja, 40 fabricantes, já sinalizaram que vão aderir à certificação. Ele acredita que, a partir dessas adesões, o restante das empresas também vão procurar se habilitar para receber o selo.

- Já temos maquinário adequado para recebermos a certificação. Só precisamos capacitar nosso pessoal para atender ao que pede a regulamentação, que torna ainda mais rígida as regras para o envase de água mineral, inclusive para o controle de bactérias.

Só este ano a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) suspendeu a venda de duas marcas de água mineral natural (Raposo e São Lourenço) por presença, além do permitido pela vigilância sanitária, da bactéria Pseudomonas aeruginosa. De acordo com a reguladora, a bactéria em quantidades como as identificadas nos lotes desses dois produtos pode afetar o sistema imunológico e causar infecção bacteriana. A proibição foi preventiva, tendo em vista que a reguladora não registrou nenhum caso de consumidor que tenha adoecido após consumidor as bebidas. Lancia rebate a informação da Anvisa, e diz que esta bactéria encontrada em quantidade além do permitido pela legislação não causa dano à saúde.

- Ela é comum, inclusive, na água de rede que chega às casas – complementa o presidente da entidade.

O processo de certificação inclui, ainda, auditorias na empresa responsável pelo envase da água, para avaliação dos requisitos de boas práticas de fabricação e o atendimento à legislação vigente.

De acordo com Roberta, como a portaria é recente e as certificadoras ainda precisam se adequar ao regulamento para começar a certificar as fabricantes. Nenhuma indústria requereu o selo ainda, informa. Ela acredita que os consumidores começarão a encontrar águas com selo a partir de 2015.

A certificação toma por base regulamentos da Anvisa e do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) do Ministério de Minas e Energia.

 

Fonte:  Site O Globo.

Quer comprar uma cafeteira para expresso? Confira as dicas.


As máquinas de café expresso estão cada vez mais presentes nos lares brasileiros. Mas quem quer comprar o eletrodoméstico se depara com inúmeras alternativas que podem dificultar bastante à escolha. Assim, visando esclarecer alguns pontos sobre o assunto, reunimos as principais informações para quem quer tomar um café mais encorpado em casa, mas está perplexo diante dos diferentes modelos oferecidos no comércio.

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 Segundo especialistas um bom café expresso depende do tipo e dose ideal de café, da temperatura da água e da bebida na xícara, da pressão da água, do tempo de extração e outros itens que estão intimamente ligados à funcionalidade da máquina. Por isso, é importante escolher bem o produto que você vai comprar para evitar frustrações.

A primeira recomendação é a mesma que fazemos antes de qualquer compra:  pesquisar sobre os modelos que existem e seus respectivos preços, ler todas as informações sobre o produto e buscar dicas com amigos e/ou outros consumidores na web sobre aquele que deseja adquirir. Considere também o custo do uso diário, investigando qual o preço do café apropriado para a máquina que quer comprar.

Ao fazer essa pesquisa, o consumidor vai se deparar com muitos tipos diferentes de cafeteira e, certamente, vai se perguntar: qual o melhor? Essa resposta depende de vários elementos subjetivos como: quanto deseja investir, que tipo de café mais aprecia, o nível de praticidade que você precisa no preparo do café e qual a importância do designer da máquina para você. Por outro lado,  essa decisão também demanda entender minimamente sobre o funcionamento de cada uma para que sua escolha seja mais bem fundamentada.

Existem máquinas de café expresso automáticas e manuais que oferecem opções distintas no preparo da bebida. Umas moem o grão, outras utilizam o produto em pó, algumas usam sachês ou cápsulas… Além disso, há cafeteiras que permitem o preparo de variações como, por exemplo, cappuccinos, utilizando tubos vaporizadores, pastilhas ou reservatórios diferentes.

As que usam o café em sachê ou em cápsula costumam ser as mais populares. Esses modelos contemplam o público que gosta de café expresso de forma prática e rápida.  O pó vem moído, compactado e na quantidade certa para preparar o expresso.  Vale lembrar que o custo desse tipo de café é, normalmente, maior que os tradicionais e esses modelos costumam aceitar somente cápsulas e saches do próprio fabricante.

Outro modelo comum é o de cafeteiras que utilizam o café em pó, mas cabe destacar que o pó utilizado deve ser específico para expressos, pois a moagem é distinta da que se destinada à bebida coada.

Para quem prefere usar o grão, há máquina manual, semiautomática e superautomática. No caso das duas primeiras o processo pode ser mais artesanal, demandando um pouco mais de tempo e alguns cuidados. Outro aspecto que se deve observar é se o eletrodoméstico para grão possui o moedor acoplado ou se precisará comprar o equipamento à parte.

Se você ainda não conhece o serviço da loja que pretende comprar o produto, não se esqueça de levantar informações também sobre o estabelecimento. Caso opte por comprar via internet, fique atento, pois fazer compras online pode ser mais barato, mas precisa de alguns cuidados para não cair em armadilhas e acabar fazendo compras em sites falsos. Verifique se o mesmo possui CNPJ, endereço fixo e telefone de contato. Confira aqui como saber se a empresa que vai fazer negócio tem muitas reclamações registradas.

Antes de começar usar a máquina, é recomendável ler o manual de uso do produto, para que não faça uma má utilização da mesma.

 Bianca Reis – Jornalista
Colaboração Luiz Carlos  Rodrigues  – Estagiário

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Dias dos Pais: antes de ir às compras, confira as dicas!


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No próximo domingo é Dia dos Pais e, ao longo desta semana,  aumenta o movimento de compras.  Segundo o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e a CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas) este ano o aumento do consumo deve ser o menos expressivo dos últimos cinco anos.  A estimativa das instituições é de incremento de apenas 1% na comparação com as vendas do ano passado, quando houve crescimento de 3,78% sobre o  anterior.

Para que você  possa tirar melhor proveito das promoções e evitar problemas pós compras,  listamos algumas dicas que reunimos dos sites dos Procons e do Código de Defesa do Consumidor (CDC) que podem ajudá-lo a ficar longe de frustrações.

Antes de tudo,  tenha muito bem definido o que você pretende comprar e tenha todo o material publicitário que motivou a compra: os preços reais não podem ser diferentes dos prometidos. Verifique também as vitrines, uma vez que os produtos nelas expostos devem apresentar o preço à vista, o total a prazo, as taxas de juros e valor e número das parcelas.

Você pode e deve pesquisar preços e aproveitar as promoções, mas fique atento, pois os itens vendidos nestas condições podem estar defeituosos. Logo, esteja certo das condições do produto e das possibilidades de troca. E lembre-se que, segundo o CDC, o estabelecimento é responsável pela troca de itens por motivo de vício – popularmente conhecido como defeito. Trocas motivadas por cor, tamanho e modelo são facultativas ao comerciante.

O consumidor tem 30 dias a partir da compra para reclamar o vício do bem não durável e 90 dias para o bem durável. Dependendo do produto, pode ocorrer o que é conhecido como “vício oculto”, problemas de funcionamento não aparentes antes da utilização. Neste caso, o prazo começa a ser contado a partir da percepção da falha. O “vicio oculto” é muito comum em produtos como aparelhos eletrônicos, motor de automóveis, celulares, etc.

O consumidor que escolher comprar fora do estabelecimento (por telefone, internet, entre outros) tem até sete dias de arrependimento, garantidos pelo Código de Defesa de Consumidor. Em caso de produtos vindos do exterior, o processo de compra e venda fica sujeito às normas do país de origem, sendo o próprio consumidor responsável pela resolução dos problemas diretamente com o fornecedor.

Se a opção escolhida para comemoração for um almoço em família também se deve tomar cuidados. Embalagens de alimentos  devem atender às exigências do CDC. Nelas devem constar peso, volume, prazo de validade, composição, identificação do fabricante ou importador (nome, endereço e CNPJ)  e se o produto for  importado, as informações  devem estar em língua portuguesa.

Caso o almoço seja fora de casa, os restaurantes devem expor os preços em moeda corrente, assim como fornecer informações sobre as opções de pagamento. No caso do ticket, o consumidor não é obrigado a consumir todo o valor e o estabelecimento pode fornecer um contra-ticket como opção de troco. Já as gorjetas são facultativas ao cliente e somente podem ser cobradas em caso de prestação do serviço. Ou seja, clientes atendidos no balcão não devem ter estes adicionais na conta. Cobrança de consumação mínima e multa por perda da comanda são consideradas práticas abusivas.

Em caso de problemas ou dúvidas, procure um órgão de proteção e defesa do consumidor. Na primeira página do Portal pode ser encontrada uma lista de Procons de todo o País.

Bianca Reis
Jornalista do Diário do Consumidor

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