Segundo internautas, novo regulamento de telecom não é cumprido


Por meio de um questionário online enviado pelo Idec, consumidores apontam desrespeito às regras em vigor desde julho. No total, houve cerca de 790 respostas relacionadas a todos os serviços do setor

operadoras

Entre 28/8 e 29/10, internautas de todo o país puderam responder a um questionário online feito pelo Idec para saber se os principais pontos do novo regulamento dos serviços de telecomunicações estão sendo cumpridos pelas empresas do setor. Foram feitas oito perguntas e, na maioria dos casos, as respostas dos consumidores indicam que as operadoras não estão respeitando as regras, em vigor desde julho.

Um dos maiores problemas apontados é a dificuldade para contratação de promoções por quem já é cliente. Das 109 respostas sobre esse item, 55,95% dizem que não conseguiram aderir à promoção ou contrataram em condições piores por já serem clientes. Porém, no caso das empresas de TV por assinatura isso não representa necessariamente uma violação, já que as associadas da ABTA (Associação Brasileira de TV por Assinatura) conseguiram suspender a aplicação dessa regra para os seus clientes na Justiça. Pior ainda foi o desempenho em relação ao retorno da chamada quando a ligação feita para o SAC (Serviço de Atendimento ao Consumidor) cai: 93,91% dos consumidores dizem que a exigência não foi cumprida.
Outra novidade importante prevista no regulamento é a possibilidade de cancelar o serviço sem falar com atendente. Porém, 42,59% dos internautas que tentaram implementá-la não conseguiram.
O questionário foi enviado pelo Idec para os internautas assinantes de seu boletim, divulgado no portal e nas redes sociais do Instituto. No total, foram contabilizadas cerca de 790 respostas, divididas entre os diversos temas. Clique aqui e veja os resultados completos.
Idec avalia operadoras de celular
Além do questionário online, o Idec também fez uma avaliação do cumprimento do regulamento pelas cinco maiores operadoras de telefonia móvel do país: Claro, Nextel, Oi, Tim e Vivo. A pesquisa envolveu visita ao site das empresas e contratação de um plano de celular para analisar se o direito à informação é respeitado; além de ligações para o SAC.
O levantamento também constatou muitos problemas, sobretudo em relação à informação prestada ao consumidor. Os resultados dessa pesquisa são o assunto da matéria de capa da Revista do Idec de novembro. Leia aqui.
O regulamento
O RGC (Regulamento Geral de Direitos do Consumidor) foi instituído pela Resolução nº 632/2014 da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Ele reúne regras válidas para todos os serviços do setor – telefonia fixa e móvel, internet e TV por assinatura. A maioria das normas do novo regulamento já está valendo desde julho – e parte delas foi avaliada no questionário. Outras regras serão implementadas em 2015 e 2016. Para saber mais detalhes, clique aqui.
Fonte: Idec

Está pensando em comprar um modelo mais recente de celular?


As facilidades oferecidas pelos celulares, principalmente, os smartphones são inegáveis.  Com inúmeras funções, são usados para trabalhar, se divertir, fotografar e interagir com o mundo. E, neste Natal, ele certamente, está na lista de desejos de muitos consumidores. A essa altura, muita gente já sabe exatamente o modelo que vai comprar.

 Em março deste ano, o Brasil alcançou a marca de 273,58 milhões de telefones celulares ativos, segundo dados da Agência Nacional de Telecomunicações – Anatel, o que significa mais de um aparelho para cada habitante.  Entre os meses de julho e agosto foram vendidos um total de 12 milhões de aparelhos (9,1 milhões de smartphones), conforme dados da consultoria IDC Brasil. A expectativa é que as vendas deste bimestre sejam ainda maiores em virtude da Black Friday e do Natal.

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 Pesquisa do Idec com a Market Analysis demonstra que 81% dos brasileiros trocam de celular sem antes recorrer à assistência técnica e em menos de 3 anos de uso.  Esse hábito dos consumidores de substituírem o aparelho, mesmo quando não apresentam defeitos, deu ao acessório o título de campeão em rapidez de descarte em relação aos aparelhos eletrônicos.

 Ouvimos frequentemente falar dos benefícios dos celulares, mas raramente paramos para refletir sobre o impacto ambiental dos celulares. Para produzir um aparelho celular é preciso uma série de recurso extraídos da natureza, que passam por um longo processo de transformação até chegar a nossas mãos. Entre as matérias primas para sua produção estão: o plástico, derivado do Petróleo, a cerâmica e alguns metais (cobre, níquel e zinco). Todo esse material passa por um processo industrial que consome ainda água, energia e combustíveis que, muitas vezes, causam danos ao meio ambiente e a saúde humana.

 Apesar do estudo conduzido pelo Idec constatar que a maioria dos entrevistados doa, vende ou guarda os aparelhos, é preciso pensar que a vida de um telefone sempre tem um fim. Quando descartado corretamente, ele se transforma em um resíduo que deve ser tratado e reciclado de maneira especial, já que seus componentes podem ter um impacto muito negativo no meio ambiente.

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 Diante desse cenário, fica claro que o custo ambiental dos celulares não é baixo. Então, que tal, antes de trocar seu aparelho por um modelo mais recente, se perguntar sobre sua real necessidade de ter um equipamento mais novo. Há sempre uma novidade no mercado, aparentemente, indispensável: uma câmera de maior resolução, aparelhos a prova d’água, mais interação … Mas será que o que você tem não é suficiente para o que precisa?

 Vale lembrar que a humanidade está consumindo 50% a mais em recursos naturais renováveis do que o planeta é capaz de regenerar.

 Neste Natal, no lugar de se deixar levar pelas promoções e pelas novidades do último modelo de celular que deseja, se deixe seduzir pelo princípio da sustentabilidade que é garantir “o suficiente, para todos, para sempre”.

 Fonte: Instituto Akatu  e Idec

Black Friday – Veja dicas de como não cair em armadilhas


Black Friday

Está chegando mais uma edição da Black Friday que acontece sempre na 4º sexta-feira do mês de novembro, no dia seguinte ao “Dia de Ação de Graças” nos EUA.  Lá, o evento é marcado por descontos monstruosos e multidões nas lojas. Uma verdadeira batalha comercial.

Em 2010, o comercio eletrônico brasileiro incorporou o movimento, e, atualmente, há várias lojas, físicas e online, participando. Marcado para a próxima sexta-feira (28/11), a Black Friday demanda cautela por parte dos consumidores, pois diferente do que acontece nos EUA, nem sempre o desconto é vantajoso.

No ano passado, muitos estabelecimentos subiram o preço uma semana antes e baixam no dia do evento “maquiando” os descontos.  O site “Reclame Aqui” registrou 8 mil reclamações contra empresas  que ofereceram supostos descontos. . Em 2012,  o evento ganhou um apelido de “Black Fraude” pelo o grande número de reclamações e de preços “falsos”.

Dessa forma, reunimos algumas dicas para quem vai aproveitar o desconto oferecido pelo E-comerce.

1 – Como saber se o site é confiável ou não? – Antes realizar a compra, entre no site do PROCON SP para conferir se a empresa consta na lista de “sites não recomendados”. No endereço www.registro.br é possível acessar dados dos responsáveis pelo  site de compra, seja pessoal jurídica ou física;

2 – Dias antes da data marcado para o evento, faça uma pesquisa de preços dos produtos que você pretende comprar, no dia da Black Friday, verifique se aquele produto que você pesquisou obteve desconto ou não.

3 – Todos os sites que tiveram participando da promoção devem ter o selo Black Friday na página;

4 – No ato da compra, imprima e/ou salve todos os documentos (telas) que demonstrem a compra e a confirmação do seu pedido, como: comprovantes de pagamentos, contrato e anúncios.

Compra pela internet sem dúvidas é mais rápido, barato e cômodo, mas alguns cuidados de segurança devem ser tomados. Confira aqui algumas dicas para aumentar a segurança do seu computador.

Se a empresa prometeu o desconto em determinado produto e/ou serviço,  a oferta deve ser cumprida pelo vendedor, conforme veiculada. Reclamações sobre ofertas não cumpridas podem ser feitas diretamente ao Procon mais próximo de sua residência. No Portal   temos uma lista com todos os Procons do Brasil.

Fonte: Procon SP

* É permitida a reprodução parcial ou total deste material desde que citada à fonte.

Como abrir e encerrar uma conta corrente


contacorrentePara auxiliar o consumidor o Procon-SP preparou algumas orientações básicas sobre abertura e encerramento de conta corrente, confira:
Para abertura da conta é necessário apresentar RG, CPF e comprovante de residência (conta de luz, telefone). É importante consultar o banco para saber se a instituição pede algum outro documento (comprovante de renda, por exemplo).
Se a abertura for uma solicitação do seu empregador para depósito do salário, verifique se será conta corrente ou uma conta salário, pois elas são diferentes. Na primeira, você tem acesso a todos os serviços bancários (como cheques, limite de crédito, transferências, entre outros). Na segunda, você pode apenas movimentar o seu salário, sem a utilização de outros serviços. Porém, não haverá cobrança de tarifas.
     O cliente deve escolher o banco e a melhor opção para suas necessidades. O banco deve oferecer ao consumidor o pacote de Serviços Essenciais, que é gratuito e pode ser uma boa alternativa para quem faz poucas movimentações na conta. Veja mais sobre o tema aqui.
    No momento da abertura da conta, o banco deve informar as condições para fornecimento de talões de cheques; tarifas de serviços, incluindo a informação sobre os que não podem ser cobrados, e saldo médio mínimo exigido para manutenção da conta (se houver essa exigência).
Encerramento da conta
     O encerramento da conta pode ser pedido a qualquer momento:
- Preencha o formulário de encerramento, que deve estar disponível em qualquer agência do banco onde você possui conta;
- verifique se todos os débitos autorizados e cheques emitidos já foram lançados na conta;
- cancele as autorizações para futuros débitos automáticos (contas de água, telefone, seguro, etc.);m
- mantenha saldo suficiente para pagamento de compromissos assumidos anteriormente, pois para encerrar a conta é necessário quitar todos os débitos com o banco;
- solicite o protocolo de entrega do formulário.
     A partir disso, o banco deverá entregar um “termo de encerramento”, com informações detalhadas sobre os procedimentos, e não poderá cobrar tarifa de manutenção de conta.
  A instituição financeira tem até 30 dias corridos para processar o encerramento. Após a conclusão do processo, deverá enviar ao correntista um aviso com a data do efetivo encerramento.
    Se você não vai movimentar sua conta, encerre-a. A simples ausência de movimentação não cancela o vínculo com o banco de forma automática. Porém, com 90 dias de inatividade o banco deverá informar ao correntista sobre essa condição e que as tarifas e encargos continuarão sendo debitados.
    As contas inativas por mais de seis meses podem ser encerradas por opção do banco. Se o banco optar pelo encerramento da conta, deverá informar o correntista 30 dias antes de completar o sexto mês de inatividade. Se mantiver a conta, a instituição financeira não poderá cobrar tarifas e encargos sobre o saldo devedor.

Inmetro e Anvisa analisam manuais de instrução de uso dos glicosímetros e acessórios


Testes contaram com 75 voluntários avaliaram manuais de instrução de uso do aparelho que serve para medir a taxa de açúcar no sangue e seus acessórios. Das 15 marcas avaliadas, 13 tiveram desempenho regular.

glicosímetro

No panorama mundial, o Brasil aparece em 4° lugar no ranking dos países com maior incidência de diabetes. No ano de 2013, o País tinha, aproximadamente, 12 milhões de portadores da doença, na faixa etária entre 20 e 79 anos, ficando atrás apenas da China (98,4 milhões), Índia (65 milhões) e Estados Unidos (24,4 milhões).

O paciente que recebe o diagnóstico de diabetes precisa controlar o nível de açúcar no sangue com frequência. Dependendo do quadro, ele pode ser tratado com mudanças no estilo de vida, com alimentação adequada, exercícios físicos, associados ou não a medicamentos por via oral. Contudo, uma parte dos portadores precisa fazer uso de doses diárias de insulina, tornando-se insulinodependente.

Para este paciente, é muito importante testar diariamente o nível de açúcar no sangue, pois o resultado é decisivo para ele saber se precisará ou não fazer o uso da insulina. A forma mais utilizada para o monitoramento doméstico da glicemia é realizada pelo uso de glicosímetros. Os glicosímetros são dispositivos médicos que têm por finalidade medir a concentração de glicose no sangue. Uma medição segura da taxa de glicemia ao longo do dia é essencial para auxiliar o controle do agravo. Dessa forma, um dos fatores que contribui para o bom gerenciamento da doença é o paciente fazer uso correto do aparelho e acessórios (tiras-teste e lancetas descartáveis), seguindo estritamente suas instruções de uso.

Considerando os diversos modelos disponíveis no mercado e que falhas na medição podem acarretar diversas consequências negativas para a saúde do paciente,  a Anvisa, Órgão Regulamentador do produto, e o Inmetro identificaram a necessidade de realizar uma análise da usabilidade de manuais de instrução de uso de glicosímetros e seus acessórios, visando verificar se os mesmos propiciam a correta utilização do produto por seus usuários.

Foram analisada as seguintes marcas: Accu-Chek Active, Accu-Chek Performa, Biocheck Gold, Breeze 2, Contour TS, Fácil TRU Eread, FreeStyle Lite, G•Tech Free, Injex Sens II, On Call Plus, One Touch Select Simple, One Touch Ultra, One Touch UltraMini, Optium Xceed e Testline.

Os testes, realizados pela Universidade Federal de Viçosa, contaram com 75 voluntários escolhidos pelo Inmetro, e avaliaram dois quesitos: manuais de instrução e os acessórios dos glicosímetros.

Os manuais têm que trazer informações claras e de fácil entendimento. Além do prazo de validade das tiras, instruções sobre como calibrar o aparelho corretamente, e a maneira certa de descartar o produto. Uma marca foi considerada insatisfatória por trazer informações confusas ou incompletas nos manuais de instrução: a Biocheck gold.

A segunda parte do teste avaliou os acessórios que compõem o glicosímetro. Facilidade para abrir a embalagem, para usar as peças e para ler o resultado. Tudo isso foi avaliado.

Nove marcas tiveram desempenho insatisfatório: Accu chek performa; Biocheck gold; Breeze 2; Contour TS; Freestyle lite; G tech free; Injex sens II; On call plus; e One touch select simple.

Resultado final: todas as 15 marcas tiveram resultados considerados regulares ou insatisfatórios.

A maioria dos fabricantes analisados reconheceu a importância dos resultados encontrados na análise e se comprometeu em elaborar propostas de melhoria para o produto por meio do plano de ações solicitado pela Anvisa.

O cenário revelado pela análise inspira cautela, uma vez que, ao usar, um produto tido como importante para o controle de sua saúde, o usuário/portador pode estar indiretamente contribuindo para o prejuízo da sua doença.

Sendo assim, além das informações obtidas na consulta médica, buscar o máximo de conhecimento sobre o aparelho e seus respectivos acessórios para dirimir eventuais problemas que possam resultar em uma medição incorreta.

Visando ajudar os usuários a fazer um uso mais seguro do produto, entramos em contato com a Associação de Diabetes Juvenil – ADJ – Diabetes Brasil e as especialistas: Roseli Rezende, Coordenadora de Enfermagem e do Projeto “Nosso Aluno com Diabetes”, e Jaqueline Cruz, Enfermeira e Membro da Equipe de Educação da Associação, nos concederam uma entrevista com informações adicionais que podem ajudar o portador de diabetes a gerenciar melhor seu estado de saúde.

Quantas vezes o paciente precisa fazer o exame por dia? Quais os períodos?

O número de testes irá variar conforme o tipo de diabetes, tempo de diagnóstico e tratamento prescrito pelo médico.

Recomenda-se para as pessoas com diabetes tipo 1, fazer o teste de glicemia capilar em jejum, pré-refeição, 2 horas pós-refeição, ao deitar e, se necessário, na madrugada ou quando forem observados sintomas no comportamento glicêmico (hiper ou hipoglicemias).

Para as pessoas com diabetes tipo 2 que fazem uso de antidiabéticos orais, normalmente, indica-se de 2 a 4 testes por semana em diferentes horários. Aos portadores de diabetes tipo 2 que fazem uso de insulinas, aconselha-se 3 testes por dia, em diferentes horários.

Obter taxas muito diferentes de um dia para o outro, mesmo fazendo o teste no mesmo horário, pode ser um indício de que o aparelho está descalibrado?

Os valores glicêmicos podem alterar de acordo com horários, alimentos ingeridos, tempo de ação das insulinas e/ou medicamentos e a realização de atividades do cotidiano e exercícios físicos. Estados de doenças e alterações emocionais também podem gerar variações nos valores glicêmicos.

Quais os cuidados que o paciente deve ter para evitar interferências nas medições?

Ter conhecimento do aparelho a ser utilizado e realizar higiene adequada do local onde será feita a punção.

Quais os cuidados que o paciente deve ter com as tiras?

Observar o prazo de validade. Quando estas vierem acondicionadas em frascos, usá-las no período descrito pelo fabricante, que, em geral, após abertos, é de 60 dias.

Além disso, deve certificar-se de que as tiras são compatíveis com o monitor de glicemia e se está codificada conforme a indicação do fabricante.

Quais os cuidados para preservar o material, evitando danos e leituras equivocadas?

Usar tiras dentro do prazo de validade, não realizar testes em ambientes com temperaturas extremas, não deixar os monitores expostos à luz solar, nem guardados em locais de elevadas temperaturas como, por exemplo, carros.

Qual a melhor maneira de descartar o material usado?

Em caixas amarelas para coleta de materiais perfuro cortante. Na falta destes, utilizar recipientes de plástico rígidos com bocas largas e de tampas rosqueáveis.

Que outras dicas a Associação daria para o usuário?

Ao lavar as mãos ou fazer a antissepsia com álcool a 70%, no local escolhido para fazer o teste, deixar secar bem antes de realizar a punção. Após colocar a gota de sangue na tira, pressionar levemente o local da punção com algodão.

Mais informações sobre o tema podem se obtidas no site da Associação de Diabetes Juvenil – ADJ – Diabetes Brasil (http://www.adj.org.br/site/default.asp).

Acesse aqui o relatório da análise na íntegra.