Você sabe fazer um bom planejamento orçamentário?


Especialistas recomendam fazer uma planilha para gerenciar o orçamento familiar, fazer um uso mais saudável do seu dinheiro e evitar o endividamento. Para apoiar você nessa tarefa, listamos alguns modelos prontos, gratuitos, que contemplam os mais variados perfis de consumidores.

Segundplanilha-orçamentáriao dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), o total de endividados no mês de junho foi de 62,5%, revelando uma queda em relação ao mês anterior que chegou a 62,7%. Embora tenha havido uma diminuição nesse índice, o percentual de famílias com dívidas ainda é preocupante.  Nesse levantamento, o cartão de crédito (76,1%,) foi apontado como um dos principais tipos de dívidas.

Usar cartão de crédito para pagar todas as contas pode ser muito cômodo e vantajoso, mas é essencial ter cautela para não perder o controle, principalmente, quando o usuário possui mais de um carão e faz uso freqüente do parcelamento das compras. O consumidor que possuir gastos mensais fixos como, por exemplo, aluguel, alimentação, financiamentos, entre outros, deve ficar ainda mais atento na hora de assumir novas dívidas para evitar a inadimplência.

Há um consenso entre os especialistas que o planejamento do orçamento familiar é a melhor maneira de organizar os gastos e evitar o endividamento. Dessa forma, é aconselhável que o consumidor liste em uma planilha  todas as despesas fixas, dívidas temporárias e a renda mensal que recebe, além de registrar, diariamente, todos os gatos para acompanhar e gerenciar melhor as despesas. Só assim, poderá saber qual é a sua condição financeira real para assumir ou não mais gastos.

Se você tem dificuldade em usar esse tipo de ferramenta, não se preocupe, pois na internet existem várias instituições que oferecem, gratuitamente, planilhas prontas para os mais variados perfis de consumidores.  Para ajudá-lo nessa tarefa listamos algumas dicas:

Planilha de Planejamento doméstico do Idec:   As despesas são registradas  pelo histórico, todas as contas são codificadas e direcionadas para os respectivos grupos automaticamente.  A ferramenta oferece critério para registro de compras com cartão de crédito à vista e parcelado, indicando o comprometimento de renda futura e possui  uma planilha exclusiva para compras parceladas no cartão de crédito.

 Guia de bolso:  Se conecta a suas contas bancárias e cartões de crédito e débito. Você planeja quanto quer gastar em cada categoria e a ferramenta atualiza automaticamente seus gastos diários, mostra quanto você já gastou e quanto ainda pode gastar para se manter no seu plano. Além disso, faz um diagnóstico sobre a situação financeira do usuário classificando-a em 04 modalidades: em apuros, no limite, poupador e investidor.

 Planilha BM&FBovespa - reúne em uma única aba do Excel o orçamento de todos os meses do ano. O documento possui um quadro de anotações para investimentos e classifica as despesas em quatro tipos, possibilitando melhor organização dos gastos: fixas (aquelas que têm o montante mensal); variáveis (aquelas que acontecem todos os meses, mas que podemos tentar reduzir); extras (são as extraordinárias, mas que devemos estar preparando para quando acontecerem); e, adicionais (que são aquelas que não precisam acontecer todo mês).

Hábil Pessoal + Veículos – Um software que permite o uso  por mais de um membro da família e a utilização em rede.  Oferece opção de controle das contas bancárias, cartões de crédito, além de agenda de contatos e compromissos, controle de tarefas e patrimônio.  A ferramenta é uma boa opção para o consumidor que possui veículo tendo opções de controle de gastos com viagens usando veículos, manutenções pendentes, gráficos, média de km/litro.  Tem suporte técnico gratuito.

FinanceDesktop:   software possibilita o armazenamento de  todos os seus extratos de banco em formato digital, tem uma ferramenta de imposto de renda para apurar sua tributação em investimentos em ações, agilizando a sua declaração anual, além de um  gerenciador de Fundos e  relatórios e gráficos,  permitindo  melhor visualização do que acontece com o seu dinheiro.

Bianca Reis
Jornalista do Diário do Consumidor

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Consumidor pode resolver conflitos de consumo sem sair de casa


consumidor.govO Consumidor.gov.br é  um novo serviço público para solução de conflitos de consumo por meio da internet desenvolvido pela Secretaria Nacional do Consumidor – Senacon, do Ministério da Justiça, e monitorado conjuntamente pelos PROCONs e demais órgãos do Sistema Nacional de Defesa do Consumidor. O site permite a interlocução direta entre consumidores e empresas e as informações geradas fornecerão ao Estado subsídios essenciais à elaboração e implementação de políticas públicas de defesa dos consumidores.

 O serviço funciona da seguinte forma:

1º  O consumidor verifica se a empresa contra a qual quer reclamar está cadastrada no sistemaNem todas já possuem cadastro. A participação das empresas no site é voluntária e somente é permitida àquelas que aderem formalmente ao serviço, mediante assinatura de termo no qual se comprometem a conhecer, analisar e investir todos os esforços disponíveis para a solução dos problemas apresentados. Para saber as empresas que estão cadastradas clique aqui.

 2º O consumidor se cadastra e registra sua reclamação no site. O conteúdo do campo Descreva sua Reclamação será público. Sendo assim, nesse campo o consumidor não deve  não informar  dados pessoais como nome, CPF, RG, telefone ou ainda informações como número de conta, senha ou cartão de crédito, pois o conteúdo deste campo será público.

Os demais campos não são públicos e  serão visualizados apenas pela empresa reclamada e pelo órgão responsável pelo acompanhamento das reclamações em sua cidade.

 Não  é permitido: reclamar em nome de terceiros e utilizar ou enviar informações ilegais, agressivas, caluniosas, abusivas, difamatórias, obscenas, invasivas a privacidade de terceiros, ou que atentem contra os bons costumes, a moral ou ainda que contrariem a ordem pública.

Para auxiliar na análise da sua reclamação, você pode anexar documentos, tais como nota fiscal, comprovante de pagamento, extratos, ordem de serviço, folheto de oferta, orçamento, etc.

No site tem uma guia com o passo a passo para o usuário.

3º A partir do registro da reclamação tem início a contagem do prazo de 10 dias para manifestação da empresa. Após a resposta, o consumidor classifica a situação como Resolvida ou Não Resolvida, além de informar seu nível de satisfação com o atendimento recebido.

O serviço já pode ser usado pelos consumidores dos seguintes estados: Espírito Santo, Acre, Amazonas, Distrito Federal, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro e São Paulo. Até 1º de setembro de 2014 estará disponível em todo o país.

Vale destacar que esse serviço não substitui o PROCON, Juizados Especiais ou Justiça Comum. Assim, utilizá-lo não significa que o consumidor não poderá se valer dessas outras vias de solução de conflitos, o que também poderá ser feito caso a empresa ainda não esteja vinculada à plataforma.

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Está pensando em fazer um empréstimo consignado? Confira as dicas


 

creditoconsiguinadoDe acordo com a Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimentos (Acrefi), o consumidor o brasileiro tem preferido usar o crédito consignado no lugar de outras modalidades de crédito como, por exemplo, os financiamentos para vendas de veículos e o de cartões. Desde dezembro de 2011, o consignado subiu 36,8%.

Vantagens como menos burocracia na hora da contratação, mais comodidade para pagar as parcelas e juros mais baixos (próximos a 1%) são alguns atrativos que podem levar o consumidor  a optar por esse segmento.  Entretanto, é preciso ter cuidado para  não se endividar. Sendo assim, reunimos algumas dicas para quem pretende fazer um empréstimo consignado:

- Procure vários bancos que tenham convênio com o seu trabalho e que possam oferecer esse tipo de crédito. Faça uma boa pesquisa de preços, pois há uma diferença expressiva de taxas de juros cobradas pelas instituições financeiras.

- Solicite a todas as instituições que contatar informações, de preferência por escrito, sobre a dívida que vai adquirir: todas as taxas que deverá pagar, quais são as tarifas e os impostos que incidirão sobre o valor total e  a quantidade de parcelas.

- Antes de assinar o contrato, compare as proposta para avaliar a que melhor lhe convém. Em paralelo, faça um planejamento familiar. Liste todas as suas despesas incluindo um percentual para os imprevistos mais comuns, como, por exemplo, compra de remédios e outras eventualidades que acontecem com certa frequência na vida cotidiana.
Fique atento, pois, de acordo com a lei, o consumidor não pode comprometer mais de 30% da sua renda com esse tipo de empréstimo.

- Evite contratar qualquer tipo de empréstimo por telefone. Se informe sobre a empresa e, sempre que possível, faça uma visita as instalações.  É fundamental saber se a instituição financeira está autorizada a funcionar pelo Banco Central e, no caso dos empréstimos consignados para aposentados e pensionistas do INSS, se a instituição está conveniada com o INSS.
Caso você tenha preferido fazer um empréstimo pelo telefone, tem até 7 dias para cancelar o contrato. Segundo o Código de Defesa do Consumidor, o cliente pode rescindir o contrato quando o mesmo foi feito fora do estabelecimento comercial.

 – Leia o contrato atentamente antes de assinar e não guarde dúvidas.  Se precisar consulte seu advogado ou procure o Procon mais próximo de sua residência.

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Seis dicas importantes para escolher bem seu plano de saúde


Antes de contratar um plano de saúde, o consumidor deve verificar quais são os planos disponibilizados pelas empresas para escolher qual é o mais adequado à sua necessidade.  É importantíssimo informar-se sobre o índice de reclamações, planos com comercialização suspensa, área de cobertura e mais. Para apoiar o consumidor nessa tarefa tão importante, destacamos algumas recomendações da Agência Nacional de Saúde Suplementar. Fique atento para fazer uma boa escolha para você e  sua família.

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1)  O primeiro passo é avaliar as necessidades de quem vai utilizar os serviços para que não falte nada fundamental na hora que você precisa e também para que o beneficiário não tenha de pagar por algo que não vai usar. O número de pessoas que farão parte do plano, idade, tipo de atendimento, locais e disponibilidade financeira são elementos essenciais nessa avaliação.

2) Lembre-se que as regras são diferentes para cada tipo de contrato que pode ser individual ou familiar, se for contratado por pessoa física, ou coletivo, se for contratado por uma empresa, sindicato ou associação.

3) Verifique modalidades de plano de saúde que está comprando:

  • Ambulatorial (para consultas, inclusive pré-natal, exames e cirurgias sem internação);
  • hospitalar (internação);
  • odontológico;
  • ambulatorial + hospitalar, com ou sem serviços de odontologia e obstetrícia (pré-natal, parto e pós-parto) ou plano de referência.

ANS define uma lista de consultas, exames, tratamentos e procedimentos  que fazem  parte da cobertura mínima obrigatória dos diferentes tipos de  planos de saúde.

4) Os planos variam também em função da abrangência. O local de atendimento pode ser apenas na cidade, no estado, em grupos de cidades ou estados, em todo o país e mesmo fora dele.  Antes de fechar negócio, verifique também os hospitais, clínicas, laboratórios e profissionais de saúde que são credenciados.

5)  Há planos que cobram um valor fixo por mês, ou seja, usando ou não os serviços, a mensalidade será a mesma. Outros cobram uma mensalidade menor, porém acrescentam um valor adicional a ser pago por cada atendimento, consulta ou exame realizado naquele período. São os planos coparticipativos. Avalie de acordo com seu perfil qual o mais vantajoso.

6) Não assine o contrato antes de verificar se a empresa escolhida tem registro na ANS! A consulta pode ser feita aqui ou, se preferir, ligue para o Disque ANS: 0800 701 9656. Verifique também o índice de reclamações da empresa que está contratando.

Inmetro tem mais um mecanismo de controle de produtos


mixcertificadosCom o objetivo de aperfeiçoar as práticas de acompanhamento no mercado dos produtos, processos, serviços e pessoas com conformidade avaliada no âmbito do Sistema Brasileiro de Avaliação da Conformidade o Inmetro criou o mecanismo do Registro obrigatório.

Dessa forma, depois do produto ter passado por um processo de avaliação, determinado pelo Inmetro, que envolve, entre outros itens, a realização de ensaios para verificar a sua conformidade, o Instituto autoriza, condicionado à existência do Atestado de Conformidade e ao processo de Registro, a utilização do selo de identificação da conformidade e a comercialização do objeto.

O registro é obrigatório para produtos que, devido suas características, podem oferecer algum risco à saúde e à segurança do consumidor. Sendo assim, um produto sem o devido registro é irregular e pode ser perigoso para quem o utiliza ou não desempenhar bem a sua função, uma vez que não foi avaliado de acordo com as regras definidas pelo órgão.

Os fabricantes devem ficar atentos aos prazos de adequação dos Programas de Avaliação da Conformidade compulsórios publicados pela Instituição, a fim de que realizem o registro de seus produtos a tempo, evitando problemas com a fiscalização. Para orientar os fornecedores sobre as obrigações decorrentes do registro, o Inmetro está divulgando um Manual de Perguntas e Respostas com todas as informações e etapas que envolvem o processo de registro.

Os produtos registrados têm um número de identificação no selo do Inmetro. Para saber quais tipos de produtos e serviços devem ser registrados no Inmetro o consumidor pode acessar http://www.inmetro.gov.br/qualidade/regObjetos.asp e/ou verificar se já estão registrados em http://www.inmetro.gov.br/registrosobjetos/Default.aspx?pag=1.