O IPI vai voltar. Mas o que é o IPI?


O Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), regulamentado pelo Decreto 4.544/2002, é um imposto federal, que incide sobre produtos industrializados, nacionais ou importados. A alíquota aplicada varia conforme o produto, podendo ir de 0 (produtos isentos) a até 300% do valor do produto (caso de cigarros). A principal função do IPI é fiscal, embora ele seja um imposto seletivo: em caso de um produto cuja produção o governo queira estimular, ele pode isentá-lo do IPI. Da mesma forma, caso o governo queira frear o consumo de um determinado produto (caso do cigarro, bebidas e produtos de luxo, por exemplo), o governo pode colocar alíquotas mais elevadas. Como as alíquotas de IPI são fixadas pelo Poder Executivo, ele também é utilizado ostensivamente pelo Governo Federal para fazer política econômica.

IPI REDUZIDO

 Uma das medidas anticíclicas do Governo Federal foi a redução do IPI, estimulando as vendas e amortizando os efeitos da crise global. Um dos setores mais beneficiados por essa redução foi o automobilístico, com a isenção do imposto para automóveis de 1.000 cilindradas e redução para os de até 2.000 desde dezembro do ano passado até o fim de setembro. De acordo com estudos do IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica aplicada), essa redução gerou uma venda adicional, no atacado, de 191 mil automóveis e comerciais leves, como picapes e utilitários, no primeiro semestre deste ano. De janeiro a junho, foram vendidos 1,422 milhão de veículos no país pelas montadoras. Sem a desoneração, o número teria sido de 1,231 milhão, segundo o Ipea. A partir de outubro, as alíquotas começam a subir, até voltarem ao percentual original em janeiro. A projeção da Anfavea (associação das montadoras) para 2009 (?) é de crescimento de 6,4% nos emplacamentos de automóveis, comerciais leves, ônibus e caminhões. A previsão inicial era de queda de 3,9%.

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Ilustração: Folha Online

PROJEÇÕES

As concessionárias estão otimistas quanto à manutenção das vendas. “Sobre as vendas do próximo trimestre, imagino que a redução do IPI não vai afetar devido ao aquecimento da economia somado ao 13º salário. Isso deverá ser o suficiente para fechar o ano com crescimento”, diz Adriana Castilho, gerente de vendas da Ford Center da XV de Curitiba. “Estamos bem otimistas com o último trimestre do ano. Foi provado mais uma vez, quando existe uma redução de imposto por parte do governo as vendas melhoram. Outro fator interessante é a volta das taxas de financiamentos com juros pré-crise. Isto significa prestações mais baixas e também o aumento do número de parcelas em até 80 meses. Tudo isso com uma posição mais segura dos bancos (somente com entrada mínima de 20%). Acreditamos também que os números deste ano devem ser iguais ou maiores que o ano passado”, afirma Antonio Carlos Altheim, diretor comercial da Corujão Veículos. Comprova-se que, mesmo com a crise na economia mundial, houve um reaquecimento do mercado com a redução do IPI. No ano passado, o setor automobilístico teve uma alta considerável e com essa medida o governo tentou manter o mesmo nível de crescimento.

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