Diet ou light?


No mundo onde emagrecer parece uma tarefa obrigatória não faltam no mercado consumidor produtos disponíveis para ajudar a população que deseja intensamente alcançar esse objetivo.

Bala, sorvete, bolo, chocolate, lasanhas, tortas, pão … Tudo que para quem está querendo perder uns quilinhos deve ser cortado ou consumido moderadamente  ao estamparem a indicação diet e light parecem ganhar um novo significado aos olhos dos consumidores. Só para ilustrar o poder desse mercado, de acordo com a Nielsen Brasil, dez por cento do total de refrigerantes consumidos no Brasil em 2007 eram  diet e light.

Mas qual a melhor escolha: light ou diet?  A reposta é: depende.
De acordo com a Agência Nacional de vigilância Sanitária –  Anvisa  os produtos diet  são os indicados para dietas com restrição de nutrientes ( sódio, gordura, carboidratos, sódio…) ou   para dietas com ingestão controlada de alimentos (para controle do uso de  açúcares, por ex.). Exs: Uma pessoa que não pode consumir açúcar por problemas de saúde e quer consumir uma bala, deve optar pelo produto diet. O alimento diet é aquele que não tem adição de algum nutriente.

O produto light, por sua vez, é produzido de forma que sua composição reduza em, no mínimo, 25% o valor calórico e os seguintes nutrientes: açúcares, gordura saturada, gorduras totais, colesterol e sódio comparado com o produto tradicional ou similar de marcas diferentes.

O consumidor deve ficar atento também para os alimentos que são considerados light, pois, de acordo com relatório de análise do Inmetro, além da redução de, pelo menos, 25% do nutriente, esta redução deve significar, no mínimo, uma quantidade absoluta do mesmo. No caso de alimento sólido, por exemplo, no que se refere ao valor calórico, que é o caso mais comum, o valor total da redução deve ser, no mínimo, de 40 calorias para cada 100g de alimento e para os líquidos esse valor deve ser, no mínimo, de 20 calorias para cada 100ml.

Ao ler o que a lei define como light e diet você pode estar pensando que quem precisa estar atento ao optar por um dos dois produtos é que tem indicação clínica, ou seja, que não pode consumir um determinado nutriente, pois o produto light não significa, obrigatoriamente, a isenção de nutriente, mas para quem quer perder peso tanto faz porque ao ser isento de um nutriente ele tem redução caloria, mas è um grande engano pensar dessa forma.

É importante que fique claro que nem todos os produtos denominados como diet apresentam diminuição significativa na quantidade de calorias e, portanto, devem ser evitados pelas pessoas que querem emagrecer. Um exemplo clássico é o chocolate diet que apresenta teor calórico próximo ao do chocolate normal. O chocolate diet é indicado para as pessoas diabéticas, pois é isento (restrito) em açúcar, mas não para as pessoas que desejam reduzir de peso, já que no chocolate diet há uma maior adição de gordura, o que faz com que seu valor calórico se aproxime ao do chocolate normal.

Um erro comum é interpretar o produto diet e light como “liberado” para quem está de regime, infelizmente, não é assim que funciona, se você come o dobro só porque é light o resultado não vai ser o esperado.

Se você está querendo perder peso a atitude mais acertada é analisar os rótulos dos alimentos, conferir a quantidade de calorias, mas também  a quantidade e tipos de gorduras que o alimento contém e verificar o custo benefício. Na maioria das vezes, esses produtos diet e light são muito mais caros do que os similares ou tradicionais e nem sempre a redução calórica compensa.

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