Medicamentos Falsificados: Não caia nessa


Após uma apreensão recorde de mais de 316 toneladas de remédios falsificados em 2009, em operações do Ministério da Justiça em parceria com a ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e polícias federais e estaduais, cresce a preocupação com a procedência dos medicamentos. Dentre os remédios pirateados, são encontrados em maiores quantidades os que simulam emagrecimento, anabolizantes e os destinados a disfunção sexual. Também são alvos de falsificações os medicamentos para o tratamento de doenças cardíacas e câncer.

Os consumidores devem ficar atentos, pois de acordo com o Subsecretário Adjunto dos Direitos do Consumidor do Procon-RJ, José Fernandes, esse tipo de produto é geralmente encontrado em feiras, camelôs e na internet, onde o anonimato é possível. Ainda segundo o Subsecretário, essa pirataria não é feita pelos próprios camelôs, por trás deles existem grandes organizações com estruturas empresariais internacionais. Além disso, há uma grande preocupação por parte da polícia, pois é cada vez maior a participação de traficantes de armas e drogas nesse mercado.

Na hora da compra, o consumidor deve observar alguns detalhes na embalagem do produto, como: a data de validade, o nome do medicamento bem impresso e legível, a não existência de rasgos, rasuras ou informações raspadas e apagadas, o número de registro do medicamento no Ministério da Saúde (um código de 9 a 13 dígitos que sempre começa com o número 1), o nome do farmacêutico responsável pela fabricação e o número de sua inscrição no Conselho Regional de Farmácia, o número do lote que vem impresso na parte de fora, igualmente, impresso no frasco ou na cartela interna. Se um medicamento que você já conhece mudou de embalagem, cor, formato, tamanho ou sabor – sem qualquer aviso na embalagem –  pode ser um indício de irregularidade.

Os medicamentos falsificados além de não serem eficientes, acarretam em um tratamento inadequado podendo causar intoxicação e até a morte para quem os consome, afirma Jose Fernandes. Isso se dá devido aos meios de produção clandestinos que fogem a boa prática, ou seja, higiene, armazenamento e condições adequadas de temperatura.

Em caso de suspeita, o consumidor deve entrar em contato com a farmácia, com o SAC do fabricante disponível na embalagem, com o próprio médico que receitou o medicamento, com o PROCON ou com a ANVISA através do 0800-611997.

Fontes:
Procon-RJ
Ministério da Justiça
Anvisa
Portal Tv Canal 13

One comment

  1. Eu compro pela internet mas quase sempre em empresas distribuidoras conceituadas e não acredito que distribuam produtos falsificados até porque cairiam em “desgraça”comercial.

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