O Sal e o Sódio


Reduzir o consumo de sal protege o coração, afasta a obesidade, garante uma vida mais longa. Sem falar que o estômago e os pulmões ficam bem longe de encrencas.

Talvez o cloreto de sódio, seu nome de batismo, nem merecesse a má fama que carrega se não fossem as pitadas além da conta.  É difícil negar que ele é um excelente conservante de alimentos e que realça o sabor das preparações como poucos ingredientes, mas o exagero tem trazido problemas que vão desde o aumento da pressão arterial até a asma.

Os inúmero males que o produto pode causar à saúde levou a Organização Mundial da Saúde, a OMS, a incluir o sal entre as substâncias que precisam ser reduzidas na alimentação. “Ele aparece junto do açúcar, da gordura saturada e da trans”. A má notícia é que, infelizmente, nós, brasileiros, gostamos muito de exceder no tempero. Enquanto a recomendação da OMS é limitar o consumo entre 5 e 6 gramas por dia, por aqui alcançamos, fácil, fácil, 12 gramas, ou seja, o dobro.

Cabe esclarecer que sal não sinônimo de sódio, seis gramas de sal equivalem a 2,4 g de sódio. Mas, segundo pesquisa realizada na Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo, publicada em março de 2009, na “Revista de Saúde Pública”, o consumo de sódio pela população brasileira está duas vezes e meia acima do limite preconizado pela OMS. Os pesquisadores apontam que a quantidade diária de sódio disponível para consumo é de 4,5 g por pessoa, sendo que a ingestão máxima recomendada pela OMS é de 2 g.

O estudo revelou que, diferentemente de países desenvolvidos, em que a principal fonte de sódio é proveniente dos alimentos industrializados, na mesa dos brasileiros é o tempero adicionado à comida, o que inclui o sal de cozinha propriamente dito e condimentos feitos à base de sal, que correspondem a 76% de todo o sódio consumido.

Sal, pulmão e coração
Pitadas e mais pitadas de sal são capazes de disparar crises de asma, segundo um estudo publicado no periódico inglês International Journal of Clinical Practice. O excesso de sódio favorece o bronco espasmo, que é quando fica difícil respirar.

Outro trabalho foi publicado na revista científica inglesa British Medical Journal. Assinado por americanos da Universidade Harvard, assegura que a redução do tempero é capaz de proteger o coração mesmo dos que não são hipertensos. Para chegar a essa conclusão eles acompanharam 2,4 mil indivíduos durante 15 anos. No início seu consumo médio de sal girava em torno de 10 gramas diários. Ao longo do tempo, como todos foram devidamente orientados, essa ingestão caiu para 6 gramas em média — e a incidência de problemas cardiovasculares também declinou. Daí a dedução dos pesquisadores: conter o consumo de sal garante uma proteção 25% maior ao peito. Quando há muito sódio na circulação, a passagem do sangue sempre fica dificultada, havendo uma sobrecarga do músculo cardíaco.

Como diminuir o sal
Diminuir o consumo de sal pode ser meio difícil no começo. O melhor é uma redução gradual para adaptação. Nas primeiras garfadas menos salgadas, talvez ache um pouco sem graça, porque as papilas gustativas precisam de um tempo para se ajustar à menor quantidade de sódio. É preciso ter paciência, porque essa adaptação pode levar até três meses.

É bom estar alerta também em relação aos doces, pois quem tem hipertensão deve evitar produtos adoçados com ciclamato de sódio. Assim como o sal, esse adoçante tem sódio, que afeta a pressão.

Substitua o sal

No lugar do sal bote ervas e hortaliças. Elas ajudam seu paladar a enfrentar a fase de adaptação à comida menos salgada.

Alho e cebola

A dupla está lotada de substâncias protetoras das artérias. Mas não vale comprar aqueles potes de tempero que têm sódio na formulação. Prefira os isentos da substância ou esses vegetais in natura.
Limão
Espremer limão na salada é uma forma de acrescentar mais vitamina C no dia-a-dia. A adstringência do fruto ainda ajuda a espantar a vontade de comer sal.
Ervas
Elas têm em sua composição poderosas substâncias que contribuem para o bom funcionamento de todo o organismo. Bote o alecrim nas carnes, a cebolinha no arroz, o coentro na salada, o manjericão nas massas e não se esqueça da pimenta. Abuse da imaginação!

Antes de jogar punhados e punhados de sal na panela, leve em conta que os alimentos in natura já carregam uma pequena quantidade de sódio. Em relação aos alimentos industrializados, fique atento na hora de ler o rótulo dos alimentos: eles trazem a quantidade de sódio, e não de sal, que eles contêm.

Ninguém vai querer que sua vida se torne insossa, mas quanto mais você conseguir economizar nas pitadas, melhor, mesmo que você não tenha nenhuma complicação de pressão arterial. A ciência não pára de mostrar a relação dos excessos de sódio com problemas de saúde e por isso todo cuidado é necessário. Preserve sua saúde consumindo menos sal.

Fontes:
http://saude.abril.com.br/
http://saude.terra.com.br/
http://www.elsa.org.br
www1.folha.uol.com.br/folha/equilibrio/noticias/ult263u533419.shtml+consumo+de+s%C3%B3dio+di%C3%A1rio&cd=2&hl=pt-BR&ct=clnk&gl=BR
http://www1.folha.uol.com.br/folha/equilibrio/noticias/ult263u4191.shtml

One comment

  1. Agradeço por estar recebendo sempre e-mails deste Portal, que para mim, tem sido de grande
    aproveitamento. Até pq além de noticias importantes, tem tbm informações e dicas como as de hoje.
    Muiiiiito obrigada mesmo.
    Abraços,
    Dina.

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