Cuidado com as informações sobre saúde na Internet!


Das 63 milhões de pessoas que acessaram a Internet no País no ano passado, 39% buscaram informações sobre saúde na rede. De acordo com a pesquisa sobre uso das tecnologias de informação e comunicação nas áreas urbanas do Brasil, realizada pelo Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação – Cetic, em 2009, o número de interessados nessas consultas cresceu 6% em um ano.

Essa buscar na web tem sido tão comum que há quem chame o Google – motor de busca na Internet – de Dr. Google. A popularização do acesso à Internet e a grande quantidade de informações sobre temas relacionados à saúde presentes em revistas, jornais, programas de televisão e, especialmente, na rede tem modificado o conhecimento dos usuários sobre doenças e tratamentos e alterando a relação médico/paciente. O paciente mais informado vem transformando o ritual clássico da consulta médica.

Essa disseminação das informações traz a possibilidade de maior participação, por parte do paciente, nas decisões sobre sua saúde, reduzindo a assimetria entre o médico e o paciente. São inúmeros os aspectos positivos do acesso a informações sobre saúde na Web, como: encontrar outras pessoas que sofrem com mesma doença, acesso fácil e rápido a informações relacionadas aos produtos de saúde, incluindo medicamentos, equipamentos médicos, bens e insumos usados para o diagnóstico entre outros.

Mas buscar informação sobre saúde na Web também pode oferecer risco a sua saúde se você não souber filtrar as informações sérias das fraudulentas e enganosas. Especialistas alertam para um aumento de informações dúbias, inconsistentes, tendo como único propósito o interesse comercial e promocional. Diante desse cenário, a 51ª Assembléia Mundial de Saúde (1998) solicitou ao Diretor-Geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), o desenvolvimento de um guia para aquisição de produtos médicos e medicamentos via Internet.

Os médicos alertam que as informações publicadas na Internet são genéricas, não levando em conta as peculiaridades, nem situações clínicas concretas que possam modificar as necessidades do tratamento,  nem tampouco seu diagnóstico. Cada paciente é diferente, devendo ter abordagem individualizada.

Para que você possa fazer um bom uso dessas informações listamos algumas recomendações do “Guia Para Encontrar Informações Seguras” que é uma adaptação do documento da OMS à realidade do Brasil.

O guia ressalta que a informação em saúde via Internet pode complementar, mas nunca substituir a relação pessoal entre o paciente e o médico ou profissional de saúde que o assiste.

Tenha extrema cautela e desconfiança com informações “milagrosas” ou muito boas para serem verdadeiras, afirmações desse tipo requerem avaliação e verificação detalhadas.

A informação de saúde apresentada na Internet deve ser exata, atualizada, de fácil entendimento, em linguagem objetiva e cientificamente fundamentada. Da mesma forma, produtos e serviços devem ser apresentados e descritos com exatidão e clareza.

A informação científica sobre doenças e tratamentos (eficácia, novos dados de toxicidade, etc.) evolui com grande rapidez. Sendo assim,  a data da publicação ou da revisão da informação deve estar visível  para que você tenha certeza da atualização do site. Pagina sem data ou com data muito defasada pode ser indício de informação não confiável.

Além disso, determinadas informações (como dados sobre eficácia e segurança dos medicamentos) se baseiam em aproximações estatísticas e, portanto, são susceptíveis de se apresentarem de maneira não exatas ou até manipuladas. Os sites devem citar todas as fontes utilizadas para obtenção das informações, critério de seleção de conteúdo com destaque para nome e contato com os responsáveis que devem estar explícito aos usuários.

A Internet tem o mérito de fornecer informações que podem não estar facilmente disponível através de outros meios. Essas informações podem estar direcionadas a profissionais de saúde ou consumidores. Porém, mesmo informações adquiridas em páginas ou sites confiáveis podem requerer treinamento especial para serem examinadas e posteriormente julgadas.

Por Bianca Reis

Quando procurar alguma informação, questione:

· Há indicações claras do nome e endereço do proprietário
da página?
· Há alguma instituição que se responsabiliza, legal e eticamente,
pelas informações, produtos e serviços de
Medicina e Saúde contidas nesse site?
· Há identificação dos patrocinadores (empresas de produtos
e equipamentos médicos, indústria farmacêutica ou outros)?
· Está claro o propósito do site (qual o público alvo se é
apenas educativo ou se tem fins comerciais na venda)?
· Qual a data de publicação dessa informação?

 

One comment

  1. Bianca, as piores estatisticas são relacionadas ao sexo, pedofilia…

    As informações estão na internet sim, boas e ruins, não só na saúde…

    Aprendi que devemos sempre consultar a fonte.

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