Canetas brasileiras têm melhor capacidade de escrita que as importadas


O Inmetro selecionou 20 (vinte) marcas de canetas esferográficas de maior representatividade no mercado consumidor:
5 brasileiras: Bic, Compactor, Faber Castell, Voyage, Megastar;
13 chinesas: (Aiho, Ball Pen, Chengwen, Cis, Cis – Stick, Global Pen Industry, Kit, Mercur, Molin, Pen Trade, Slim Basic, Tris, Winning)
1 japonesa: Click BP
1 malaia: Click BP

Como não existe norma técnica específica para medir o desempenho das canetas esferográficas, foi elaborada uma metodologia visando medir quantidade de escrita, em metros, das canetas esferográficas. Os ensaios foram realizados pelo Departamento de Tecnologia do Centro de Laboratórios da Fundação Centro de Análise, Pesquisa e Inovação Tecnológica utilizando uma máquina que reproduz o ângulo formado pela mão e pelos dedos segurando a caneta.  Além disso, foi feita uma comparação entre a capacidade de escrita e o preço praticado.

Quando se comparou Origem x Capacidade de escrita, o teste evidenciou que as canetas nacionais  possuem uma capacidade de escrita maior do que as canetas importadas da China e de outros países.

Apenas uma teve falha durante a escrita: a chinesa Chengwen. A que durou menos foi a também chinesa Kit: apenas 362 metros. As marcas importadas Cis Stick, Click BP, Global Pen Industry, Pen Trade e Tris duraram menos de mil metros de escrita.

Confira qui o dosenpenho de cada caneta analisada.

A média da capacidade de escrita das canetas nacionais foi de 1639 metros, enquanto que as chinesas e de outras procedências foi de, respectivamente, 1164 m e 1112m, ou seja, as canetas de origem nacional escrevem em média 500 m a mais do que as chinesas e de outras procedências.

Além disso, quando se comparou preço por capacidade de escrita, os resultados foram alarmantes, pois para escrever, por exemplo, 10.000 (dez mil) metros, o consumidor brasileiro está pagando, em média, 6 (seis) vezes mais pela caneta importada.

É importante ressaltar que as diferenças encontradas na análise entre as amostras das canetas nacionais e as importadas, principalmente da China, são prejudiciais aos Consumidores, principalmente àqueles que adquirem material didático escolar em grande quantidade, como escolas municipais e estaduais.

Diante dos resultados apresentados nesta análise, o Inmetro enviou os resultados para o Ministério da Indústria e Comércio – MDIC, para que possam ser apreciados e avaliados.

Confira aqui o relatório completo da análise.

Bianca Reis  do Portal do Consumidor

2 comments

  1. A pirataria acaba com a concorrência interna de nossas empresas. O preço se torna desleal e o campo de vendas fica cada vez mais saturado. O que podemos fazer quanto a isso? Conscientizar que os produtos piratas tem menos vida útil é um passo de vários outros que só a nossa querida Polícia Federal pode dar. Muito boa essa matéria.

  2. Excelente matéria, trabalho com licitações públicas e isto vai me ajudar a não comprar estes produtos de baixa qualidade.

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