Pedalando com Qualidade


A bicicleta nos dias atuais ocupa um papel importante como meio de transporte das pessoas. De acordo com a Associação Brasileira de Fabricantes Motocicleta, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares – Abraciclo, do total de bicicletas circulando no país, 50% são usadas como principal meio de transporte – ou seja, são utilizadas pelas pessoas para ir ao trabalho, à escola e outras necessidades cotidianas – 17% são utilizadas para lazer, 1% para competições e 32% do total de bicicletas é de uso infantil.

Os adeptos desse meio de transporte ressaltam vantagens como: a melhoria da saúde pública, diminuindo o sedentarismo, além de ser uma excelente opção de lazer que propicia a interação social e promove a proteção ao meio ambiente. Mas para aproveitar todos esses benefícios oferecidos pela bicicleta é preciso estar atento a alguns itens para fazer um uso seguro desse artigo.

No que se refere à regulamentação, desde primeiro de março (2011) os pneus de bicicletas, disponíveis no mercado consumidor, devem ter, obrigatoriamente, o selo de identificação da conformidade do Inmetro, conforme com o prazo de adequação para o comércio estabelecido pela portaria 342 do Inmetro, de 24 de setembro de 2008.
Além disso, a partir de outubro de 2013, a comercialização de mais 08 componentes – cordoalha, niple, freio, conjunto quadro e garfo, pedal e pedivela, aro, conjunto de direção (guidão e suporte) e raio – será restrita a peças certificadas. A certificação compulsória visa à segurança do consumidor e é para os componentes de bicicleta e não para a bicicleta já montada. Vale lembrar que as bicicletas para uso infantil já são certificadas compulsoriamente pelo Inmetro, conforme Portaria 038, de 21 de fevereiro de 2005.

Essa medida terá um impacto importante para o setor, uma vez que o Brasil é o terceiro maior produtor e o quinto consumidor mundial de bicicletas, conforme dados da Abraciclo. No país a região Sudeste lidera em número de bicicletas, com 28,8 milhões de unidades – ou 44% das que rodam pelas ruas, estradas e parques do país. O Nordeste responde por 26% do total, com 16,8 milhões de unidades. No Sul elas são 9,1 milhões, ou 14% do total. Centro Oeste e Norte estão empatados, com 8% (5,2 milhões de unidades) cada.

Mas a segurança do produto não está restrita a regulamentação vinculada à produção. Sendo assim, para ter qualidade de vida sobre as rodas é importante também estar atendo a algumas regras na hora da condução. Dessa forma, reproduzimos abaixo as dicas do site ABC das Ciclovias

  • Obedeça a todas as leis de trânsito. Ao furar um sinal vermelho ou cometer qualquer infração do trânsito você pode ser multado, portanto conduza a bicicleta como você dirige o carro;
  • Use sinalização refletiva, espelho e campainha. É lei (Art 105 – VI CTB);
  • Dê preferências às roupas claras e use capacete. A cabeça representa 90% das fatalidades em mortes;
  • Pedalar a noite com roupas escuras, sem farol nem refletores é uma ameaça ao trânsito;
  • Prefira as ciclofaixas e ciclovias. Se não for possível, pedale sempre à direita. Siga o fluxo do trânsito, jamais na contramão.Ande em linha reta. Não faça zigue-zague. Cuidado para não surpreender o motorista. Quem leva a pior é você;
  • Sinalize com gestos suas intenções de manobras. Faça-se bem visível;
  • Respeite o pedestre. É proibido por lei andar nas calçadas. Vá devagar próximo aos pedestres e tenha cuidado com crianças brincando. Use campainha;
  • Pare antes da faixa se houver pedestre atravessando. (Art 214 CTB);
  • Se for atravessar pela faixa, desmonte;
  • Evite pedalar lado a lado com outra bicicleta. Use o bom senso, prefira conversar pedalando em ruas não movimentadas;
  • Verifique antes de sair pneus e freios. Faça manutenção periódica e leve ferramentas básicas;
  • Pedale defensivamente. Perceba as intenções do motorista. Fique atento aos veículos que podem surgir de repente de uma rua ou entrar cortando a sua frente;
  • Não pedale colado atrás dos veículos. Esteja sempre pronto para freiar e cuidado com o chão liso;
  • Você faz parte do trânsito e tem direitos: não deixe que os carros o forcem para o lado. Eles devem por lei manter uma distância de 1,5 m no mínimo. Você tem direito à faixa. Mesmo assim, evite ruas movimentadas e a “disputa” com os carros.

Por Bianca Reis

 

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