Bullying


Bullying (derivado do termo em inglês Bully = valentão) se caracteriza por atos intencionais, repetidos de intimidação agressiva – verbal e física – e discriminatórios, realizadas por uma pessoa ou um grupo contra um indivíduo. Ele pode ser presencial – escola, faculdade/universidade – ou virtual, mas ele ocorre principalmente no ambiente escolar. De acordo com a publicação Guia do Professor, do Observatório da Infância – Abrapia “esse é um problema mundial encontrado em 100% das escolas, primárias ou secundárias, pública ou privada, rurais ou urbanas”.

O psiquiatra da infância e adolescência e pesquisador da Fiocruz, Carlos Estellita-Lins, em entrevista concedida para o jornal Fiojovem, esclarece que a principal diferença das brincadeiras – ainda que de “mau gosto” – para o bullying é que essas agressões são insistentes, ofensivas e humilhantes. O psiquiatra ressalta que as gozações fazem parte do comportamento cotidiano, desde que se respeite a integridade moral do outro. “O humor debochado tem o seu lugar. Não se trata de pararmos de fazer brincadeiras, mesmo que sejam ‘duras’, desde que os outros consigam responder, não se sintam ofendidos e que as atitudes não se tornem agressivas. O bullying se caracteriza principalmente por deixar o outro sem saída, causando um dano psíquico porque a vítima não encontra alternativas para se livrar da situação”.
Uma das características mais comuns entre os adolescentes que sofrem bullying é a timidez, essas pessoas, em geral, possuem muita dificuldade de reagir, denunciar, se contrapor e se defender.
De acordo com a Abrapia, existem três atores nessa prática: o agressor, a vítima e as testemunhas, que são todas as pessoas obrigadas a conviver num ambiente de intimidação e ansiedade gerada por essa prática. Entretanto, esse terceiro ator pode ter papel fundamental colaborando para exterminar essa prática. A testemunha pode procurar ajuda de um professor ou outro membro da escola, pode encorajar a vítima a compartilhar o problema com a família ou com a escola, e, ainda, pode auxiliar na reintegração desse aluno no grupo escolar, alerta a cartilha da Associação.
Os pais, os cuidadores e, principalmente, a escola têm um papel fundamental no combate ao bullying. Em alguns casos, não se consegue combater uma situação de perseguição sem apoio um especialista da área de saúde. Entretanto, especialista enfatizam que a solução começa a partir ambiente escolar que, conseqüentemente, incorpora a participação da família.
No documentário feito pela Fiocruz – Bullying “Sem noção: Zoação tem limite?”* a Professora e Psicóloga, Angela Israel, alerta sobre os danos à saúde que essa prática pode gerar como:  angústia, depressão e outros sintomas de origem emocional, além das perdas escolares. O documentário destaca o bullyng como um problema de saúde pública em que tanto o agressor quanto a vítima, em alguns casos, precisam de cuidados da área médica.
Para além da questão de saúde, “os atos de bullying ferem princípios constitucionais – respeito à dignidade da pessoa humana – e ferem o Código Civil, que determina que todo ato ilícito que cause dano a outrem gera o dever de indenizar. O responsável pelo ato de bullying pode também ser enquadrado no Código de Defesa do Consumidor, tendo em vista que as escolas prestam serviço aos consumidores e são responsáveis por atos de bullying que ocorram dentro do estabelecimento de ensino/trabalho”, ressalta o Colaborador Brasil Escola e Mestre em Sociologia pela Universidade Estadual de Campinas – UNICAMP em artigo publicado sobre o tema.
No contexto jurídico, caso a família queira entrar com processo judicial, o tabelião Rubens Fabrício Barbosa, em matéria publicada no site G1 notícias, ressalta que é possível solicitar uma Ata Notarial a um tabelião. Nesse contexto, o reclamante vai até a o cartório, descrever a ocorrência para o tabelião, que irá até o local dos fatos, fará observações e redigirá o documento que pode servir de prova no caso de processo judicial.  Segundo o Tabelião, esse documento custa R$ 270,00.
Entretanto, ações educativas como (palestras, debates, filmes entre outras), envolendo todos  que convive no ambiente  escolar, inclusive os pais, além da vigilância, com medidas rígidas em relação a ações desse tipo, é um caminho para controlar e evitar os danos á saúde em toda comunidade escolar e possívies problemas jurídicos.

*o Vídeo está Disponível para acesso público, podendo ser solicitado gratuitamente VideoSaude, Distribuidora da Fundação Oswaldo Cruz, pelo endereço videosaude@icict.fiocruz.br

Por Bianca Reis

2 comments

  1. Meu aparelho deu entrada pela segunda vez com o mesmo problema esta apenas com 3 meses de uso e o gerente me disse que so possso requerer outro se der entrada mais uma vez estou me prejudicando pois comprei para trabalhar e esta passando mais tempo na assistençia que comigo gostaria de obter orientacoes. Grato

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