Tuberculose: Uma doença mais comum do que você imagina


Muitas pessoas acreditam que a tuberculose é coisa do passado, mas na verdade essa doença descoberta no Sec XIX , cujo  tratamento e a cura existem há mais de 50 anos,   é a terceira causa de mortes por doenças infecciosas, a primeira causa morte dos pacientes com AIDS  no Brasil e  tem cerca de 70 mil casos da doença notificados, de acordo com dados da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde. A tuberculose atinge principalmente as pessoas em idade produtiva, 70% dos doentes têm entre 15 e 59 anos, do sexo masculino e afrodescentente.

Apesar dos avanços no combate à doença dos últimos anos, com uma redução no número de casos novos (de 73.673 para 70.601) e na taxa de incidência (de 38,82 para 37,99 pacientes por 100 mil habitantes), a tuberculose continua sendo um problema de saúde pública.

A falta de informação é um dos desafios enfrentados para o seu controle. Um estudo realizado pelo Fundo Global/Fiotec e Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT) revelou que 52% das pessoas não sabem que a doença ainda existe.

A tuberculose é uma doença causada por um micróbio chamado  Bacilo de Koch , a forma mais comum é a tuberculose pulmonar, mas outros órgãos podem ser atingidos. A tuberculose tem cura desde que o tratamento seja levado até o fim.

O tratamento, em geral, dura seis meses e o remédios são oferecidos pelo Sistema Único da Saúde (SUS). È importante lembrar que depois de iniciado o tratamento- após 15 a 30 dias – o risco de contágio desaparece. Entretanto, um cenário comum é o abandono do tratamento. Isso acontece porque logo no início os pacientes já apresentam melhora e a tentação de desistir é grande. Esse comportamento causa vários problemas como o risco de desenvolver uma tuberculose resistente, com cura mais difícil e custo e tempo maiores de tratamento.

Os principais sintomas são tosse por mais de três semanas, febre baixa – normalmente à tarde – suor noturno, falta de apetite, perda de peso, cansaço fácil, fraqueza dor no peito. Ele apode ser identificada através do exame feito no catarro da pessoa doente.  Uma vez confirmada, as pessoas mais próximas devem ser examinadas porque foram expostas ao risco de adoecer, pois ela pode ser transmitida de pessoa para pessoa pela respiração, quando alguém tosse, fala ou espirra. Assim, os bacilos são lançados no ar e a outra pessoa respira esse ar contaminado. Não se pega tuberculose usando os mesmos utensílios como pratos, talheres, roupas de cama.

Uma forma de prevenção é manter a casa bem arejada. O vento e o sol ajudam a eliminar os bacilos. Lugares aglomerados, sem ventilação e com pouca luz e sol favorecem a multiplicação e a transmissão dos micróbios causadores as doença.

O desconhecimento sobre a doença é um dos fatores que propiciam atitudes preconceituosas, que acabam isolando as pessoas infectadas. Essa situação dificulta a cura do paciente, pois cria resistência,  impedindo  que a pessoa aceite que está com tuberculose e busque  busca pelo tratamento.

Segundo pesquisa realizada pelo Instituto Data/Universidade Federal Fluminense (UFF) e Projeto Fundo Global Tuberculose Brasil, a carga de preconceito e estigma presentes no imaginário popular é confirmada pelos dados: 56,4% das pessoas entrevistadas propõem o isolamento das pessoas doentes ou evitam compartilhar objetos de uso comum.

A pesquisa aponta ainda que o preconceito é detectado mesmo no grupo de entrevistados que conhece alguém que já teve ou tem tuberculose. O percentual daqueles que se afastaram e evitaram qualquer contato com as pessoas infectadas foi de 29,9%. Somado com aqueles que dizem que separam os utensílios domésticos utilizados pelo doente, o percentual subiu para 34,3%.

A pessoa em tratamento, dependendo do seu estado geral de saúde, pode voltar a trabalhar e levar uma vida normal. A solidariedade dos familiares e amigos são ferramentas  importantes no combate a essa doença que acomete ainda muitos brasileiros.

Por Bianca Reis

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