Você sabe o que é Coqueluche?


Esquecida há mais de 30 anos, depois de ter sido praticamente erradicada, essa doença, que antes só atingia crianças, voltou a ocorrer e está atingindo também adultos. Ela é uma doença bacteriana que atinge o sistema respiratório, altamente contagiosa,  cujas complicações – convulsões, pneumonias e encefalopatias – podem trazer graves problemas de saúde para os indivíduos e até levar a óbito.

Também é conhecida pelos nomes pertussis, tosse comprida, tosse com guincho e tosse espasmódica, em função desse ser o principal sintoma da doença. De acordo com Boletim Informativo do Ministério da Saúde, no Brasil, são notificados em média 2 mil casos por ano. Em todo mundo são 50 milhões de casos por ano, com 300 mil mortes, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS).

Os primeiros sintomas são semelhantes aos da gripe e consistem em tosse, coriza, febre e olhos irritados. Cerca de duas semanas depois, começam acessos de tosses sucessivas, com intervalos variáveis. A tosse normalmente é seca e contínua, mas podem estar acompanhadas de muco e pode haver ocorrência de vômito.

No Brasil, desde 1983, a vacina tríplice bacteriana (DTP)  é utilizada  para proteger contra a coqueluche, além da difteria e tétano.  Entretanto, a coqueluche pode atacar pessoas que tenham sido vacinadas na infância, uma vez que a imunidade começa a cair cinco anos após a vacinação, em média. Por outro lado, quem já tomou a vacina tem sintomas mais leves, mas continua infectando outras pessoas.

Assim, os adultos contaminam os bebês, no primeiro ano de vida sem vacinação ou com a imunização incompleta, explica o Presidente da Associação Brasileira de Imunizações, Renato Kfouri, em matéria publicada no Jornal O Globo*. Dessa forma, é preciso estar vigilantes e, em caso de tosse contínua,  procurar um médico para investigar os sintomas. Segundo a Associação, muitos pais e avós podem, sem saber que estão infectados, contaminar seus bebês, uma vez que a doença é disseminada através de gotículas e partículas de tamanho muito pequeno de saliva suspensas no ar, com alta mobilidade.  O tratamento consiste basicamente no uso de antibióticos.

A vacina é indicada para bebês aos seis meses, aos dois e aos quatro anos, com reforço entre 15 e 18 meses e entre 04 e 06 anos. Os adultos devem se vacinar também e para isso necessitam consultar seus médicos para obter informações em relação às doses necessárias.

*O Globo  18/09/2011

Por Bianca Reis

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