Inmetro analisa 11 marcas de fontes de alimentação para computadores


O Programa de Análise de Produtos do Inmetro avaliou 11 diferentes marcas de fonte de alimentação para computadores, aparelho responsável pelo fornecimento de energia para que os demais dispositivos dos desktops funcionem corretamente. Os produtos foram submetidos a nove tipos de ensaios, dentre eles, de potência, de eficiência energética, de estabilidade das tensões e quanto ao nível de ruído. Os resultados evidenciaram uma menor potência do que a declaradaem oito das marcas e eficiência energética abaixo da mínima definida pela metodologia da análise em nove das fontes avaliadas.

“Constatamos que o mercado dispõe de produtos não-conformes. Apenas duas marca apresentaram conformidade à metodologia. Esse resultado pode ser considerado preocupante, na medida em que coloca em risco a saúde e a segurança do consumidor e o meio-ambiente. Algumas fontes analisadas, por exemplo, queimaram ao serem expostas a níveis de carga elevados, o que pode ocasionar curtos-circuitos, incêndios e até perdas patrimoniais”, disse Marcelo Maciel, técnico do Programa.

Além da não conformidade, o resultado também alerta para a prática de publicidade enganosa com relação à potência das fontes declarada pelos fabricantes/importadores, bem como às classificações de potência nominal e real.

“O consumidor deve estar atento, pois alguns produtos apresentam informações confusas nas embalagens quanto à potência, que podem levar a erros e induzindo-o a pensar que o valor de potência declarado é o que a fonte realmente é capaz de atingir, quando na verdade é o valor de pico da potência, que raramente será atingido” , finalizou Marcelo Maciel.

O Inmetro publicou, no último mês, os requisitos mínimos de avaliação da conformidade de Bens de Informática, que inclui as fontes de alimentação, com foco na segurança, na compatibilidade eletromagnética e na eficiência energética, através do mecanismo de certificação voluntária. De acordo com decreto do Ministério do Planejamento, empresas deste segmento que quiserem participar de compras do governo devem apresentar o selo do Instituto. “Estamos avaliando o desempenho de cada produto, determinando níveis mínimos de eficiência energética a serem cumpridos, compatibilidade eletromagnética, ou seja, a capacidade de não emitir interferências, e, principalmente, estabelecendo requisitos mínimos de segurança”, destaca Gustavo Kuster, gerente da Divisão de Programas de Avaliação da Conformidade.

O Instituto encaminhará os resultados da análise ao Ministério de Minas e Energia – MME, para conhecimento, e para o Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor do Ministério da Justiça – DPDC/MJ para que as providências cabíveis sejam tomadas.

Acesse aqui o relatório na íntegra.

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