Em tempo de crise, dicas para fazer seu dinheiro render mais


Com o ritmo econômico do país em queda, aumento da inflação e dos preços de produtos e serviços, algumas dicas podem ser essenciais para seu dinheiro durar mais

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Há meses o consumidor já sente no bolso os efeitos de uma economia que tem andado enfraquecida. De um lado, algumas regiões do país enfrentam a estiagem, que além de piorar o cenário da crise da água no sudeste, acaba por encarecer os produtos in natura. De outro, o ambiente econômico instável e o aumento de impostos e tarifas, como as de energia elétrica e água, pressionam o orçamento doméstico. A ordem então é reunir a família e fazer uma revisão daqueles hábitos que em tempos de “vacas gordas” ninguém dá muita importância, mas que podem fazer a diferença nas contas no final do mês. É também uma oportunidade para estancar o desperdício, que nunca é bem-vindo, mesmo quando o país vai bem.

O Idec preparou dicas em 5 categorias: água, energia, consumo, alimentos e finanças. Vale a pena conferir e colocá-las em prática!

Com o ritmo econômico do país em queda, aumento da inflação e dos preços de produtos e serviços, algumas dicas podem ser essenciais para seu dinheiro durar mais

Há meses o consumidor já sente no bolso os efeitos de uma economia que tem andado enfraquecida. De um lado, algumas regiões do país enfrentam a estiagem, que além de piorar o cenário da crise da água no sudeste, acaba por encarecer os produtos in natura. De outro, o ambiente econômico instável e o aumento de impostos e tarifas, como as de energia elétrica e água, pressionam o orçamento doméstico. A ordem então é reunir a família e fazer uma revisão daqueles hábitos que em tempos de “vacas gordas” ninguém dá muita importância, mas que podem fazer a diferença nas contas no final do mês. É também uma oportunidade para estancar o desperdício, que nunca é bem-vindo, mesmo quando o país vai bem.

O Idec preparou dicas em 5 categorias: água, energia, consumo, alimentos e finanças. Vale a pena conferir e colocá-las em prática!

Água: um bem precioso que tem feito falta

Há muitos motivos para economizar água. Alguns mais nobres, como a preocupação com o meio ambiente e as gerações futuras. Mas, ultimamente, o consumidor tem pensado duas vezes antes de abrir a torneira. Como se não bastasse a crise que a região sudeste tem enfrentado desde 2014, o reajuste na tarifa e as multas impostas pelas concessionárias para quem descumprir a meta têm mexido, e muito, no bolso do consumidor. Para não ver seu dinheiro escorrer pelo ralo, adote algumas medidas:

  • Água de reuso:Colete água da chuva ou use a água do enxague da máquina de lavar, ou do chuveiro enquanto esquenta, para a limpeza do quintal e da calçada. Só não se esqueça de tampar bem os recipientes para evitar doenças, como a dengue, que adora água parada.
  • Lavar o carro, só se for com chuva:a mangueira que muita gente usa para lavar o carro consome 560 litros em 30 minutos! Em tempos de estiagem e tarifa nas alturas, deixe a limpeza com São Pedro. Se for realmente necessário, opte pelo balde e um pano.
  • Descarga com caixa acoplada: as descargas convencionais gastam até 20 litros de água cada vez que são acionadas, ao passo que as caixas acopladas mais modernas usam apenas 6 litros. Assim, vale a pena fazer um investimento no banheiro, que será revertido em economia no longo prazo, seja trocando a descarga ou o dispositivo que adapta as caixas antigas para o modo mais econômico.
  • Reduzir o tempo de banho: Cinco minutos são suficientes! O consumidor pode economizar ainda mais se fechar o registro para se ensaboar. Essa dica vale para tudo, escovar os dentes, fazer a barba e qualquer outra utilização que necessite de água corrente.
  • Redutor de vazão e arejador na torneira:estas duas pecinhas são baratas e de fácil instalação. O primeiro pode diminuir pela metade a quantidade de água que sai da torneira. Já o segundo mistura ar à água, diminuindo o fluxo, mas mantendo a sensação de volume do jato.
  • Enxaguar a louça só no final: limpe a louça antes de colocá-la na pia, isso já faz uma grande diferença. Depois, ensaboe a louça e enxague tudo de uma só vez. Requer um pouco de organização nas primeiras vezes, mas com o tempo fica fácil, fácil.
  • Máquina de lavar roupas cheia:a melhor maneira de usar a máquina de lavar e enchê-la até sua capacidade máxima e escolher um ciclo rápido, com menor número de enxagues. Além de economizar água, usa também menos energia elétrica.
  • Lavar frutas e verduras numa bacia com ajuda de uma escova em vez de usar água correnteou deixá-las de molho em solução de hipoclorito de sódio (os postos de saúde distribuem gratuitamente essas soluções)
  • Consertar vazamentos: Conserte os vazamentos de água assim que eles forem notados.
  • Regar as plantas: Use um regador para molhar as plantas ao invés de utilizar a mangueira. No verão, a rega deve ser feita de manhãzinha ou à noite, o que reduz a perda por evaporação. No inverno, a rega pode ser feita dia sim, dia não, pela manhã.

Energia elétrica a peso de ouro

Não é de hoje que o Brasil convive com o risco de déficit de geração de energia elétrica no país por falta de planejamento e investimentos em infraestrutura. Mas a situação ficou ainda pior com a crise hídrica e o acionamento das termelétricas, energia mais cara, o que levou o governo a mandar a conta para o consumidor. E que conta alta! Veja o que fazer para não tomar um choque quando sua conta chegar:

 

  • Iluminação e Ventilação Natural: É possível reduzir o consumo de energia desde o planejamento da construção e decoração de um imóvel, aproveitando ao máximo a iluminação e ventilação natural. Se o imóvel já está construído e decorado, algumas dicas podem ajudar na economia de energia, como, abrir janelas, cortinas e persianas durante o dia; planejar a organização dos ambientes, como a disposição dos móveis; usar cores claras no teto e nas paredes internas, pois elas refletem melhor a luz e deixam o ambiente mais claro; e, manter luminárias, globos e arandelas sempre limpos.
  • Stand-by é coisa do passado:além de desnecessário, os aparelhos em stand by continuam a consumir energia. Desligue os equipamentos da tomada quando não for usá-los por um período maior, ao invés de desligar apenas no comando. Isso vale para carregadores de celular que vivem conectados à tomada, mesmo quando não estão em uso. Essa ação gera uma economia de pelo menos 15% nas contas de energia elétrica.
  • Na hora da compra, consulte o selo Procel:antes de comprar um novo equipamento, verifique a etiqueta de consumo de energia e o selo do Procel para escolher aquele que consome menos energia. Vale lembrar que não algumas marcas de veículos possuem também um selo de eficiência energética veicular que ajudam o consumir a optar pelo veículo com menor gasto de combustível por km rodado.
  • Geladeira e fornos bem vedados: muita gente não percebe, mas a geladeira e o forno podem consumir mais energia se a borracha de vedação não estiver funcionando bem. Verifique as suas e, se for o caso, faça a troca.
  • Computador e televisão também dormem: se o seu computador fica ligado durante longos períodos sem uso, programe as definições para desligar automaticamente (hibernar). E lembre-se de ajustar o timer da sua televisão para que ela desligue sozinha no caso de você cair no sono primeiro.
  • Aquecimento solar:avalie a possibilidade de adotar o aquecimento solar de água. A substituição dos chuveiros elétricos por aquecimento solar possibilitaria a diminuição de 30 a 50% da conta de energia do consumidor residencial.
  • Lâmpadas:troque as lâmpadas incandescentes por lâmpadas fluorescentes compactas, pois a economia de eletricidade proporcionada por ela pode chegar a 80%. A quantidade de acionamentos da lâmpada fluorescente compromete seu tempo de vida. Prefira-as para a cozinha, área de serviço, garagem e qualquer outro espaço em que as lâmpadas permaneçam acesas por mais tempo. Adote dispositivos de detecção de presença para lâmpadas em áreas externas, por exemplo.  Ao sair dos ambientes, lembre sempre de apagar as luzes.
  • Opte por deslocamentos mais sustentáveis:ir a pé, de bicicleta, usar transporte coletivo ou táxi é mais barato e polui menos do que ter um automóvel. É só fazer as contas e comparar gastos com combustíveis, manutenção, estacionamento, seguro e todos os demais custos envolvidos com o seu automóvel. Você também pode praticar e incentivar a carona solidária com sua família, amigos e colegas de trabalho ou da escola. Evite grandes deslocamentos, faça suas compras no comércio local de seu bairro. Optando por outras formas de deslocamentos, além de contribuir com o meio ambiente, você contribui com um trânsito melhor nos centros urbanos e se permite uma melhor relação com a cidade.

Consumo sustentável: mais do que nunca chegou a hora de levar isso a sério

É preciso encarar: os recursos naturais do nosso planeta não são infinitos. Basta analisar a situação da falta d’água na região sudeste para ter uma ideia do tamanho do buraco que uma sociedade consumista como a nossa está cavando. Além dos grandes impactos ambientais que o consumo exagerado causa, seu bolso também sofre quando você compra sem parar para refletir antes. Não se deixe contagiar pelo consumismo. Saia do automático! Veja como:

  • Trocar ao invés de comprar: cada vez mais frequentes, os espaços de troca estão ganhando destaque. Em tempos de economia e para fomentar um consumo responsável, feiras de trocas, sejam do que for, são bons espaços para desentulhar objetos que estão em casa e aproveitar para substituir por algo que você precisa. Se não tiver nada que queira levar para casa, doação é sempre uma boa opção.
  • Refletir antes de consumir:não se deixe manipular pela propaganda, nem pelo status que um produto promete lhe emprestar. Reflita se você realmente precisa fazer a aquisição ou se é apenas um impulso. Muitas vezes as propagandas nos influenciam a adquirir bens desnecessários que acabam ficando sem uso em nossas casas.
  • Descartável x durável:sempre que possível, escolha produtos que sejam mais duráveis aos descartáveis. Dessa forma, você estará contribuindo para a diminuição do impacto ambiental que esses produtos possuem ao longo de seu ciclo de vida, optando por um consumo  mais sustentável. Observe também as embalagens, recuse sacolas plásticas e leve sua retornável.
  • Reduza, reutilize, recicle:sempre leve essa regrinha ao consumir qualquer produto. Ao pensar em consumir ou se desfazer de um produto, reflita, primeiro, se é necessário, se for, ao descartar, repense se é possível consertá-lo, reutilizá-lo, reciclá-lo ou doá-lo. Em alguns casos, consertar um produto ainda vale mais a pena economicamente do que comprar um novo.
  • Produtos de limpeza:Diminua uso de produtos de higiene e limpeza convencionais, assim você reduz o nível de poluentes presentes na água e no tratamento do esgoto. Você pode fabricá-los em casa. Veja algumas receitas na Revista do Idec.
  • Reivindique: Solicite aos supermercados, restaurantes e fornecedores de alimentos e insumos domésticos que ofereçam produtos orgânicos e com certificação de origem ou qualidade ambiental. Pressione as empresas de produtos eletroeletrônicos para que fabriquem produtos mais eficientes no consumo de energia, mais duráveis e informem sobre a eficiência energética deles.

Alimentar o corpo sem machucar o bolso

O custo com alimentação foi um dos que mais subiram nos últimos meses, puxado pela escassez de água e o câmbio, que estimula a exportação, diminuindo a oferta no País. Mas como não dá para ficar sem se alimentar, reunimos algumas dicas preciosas que vão te ajudar na hora de escolher o que comprar – e como utilizar. Anote e leve a dicas para o supermercado!

  • A lista:fazer a lista de compras é, sim, muito importante para você não perambular pelos corredores do supermercado colocando coisas sem necessidade no carrinho. Antes de sair de casa, anote tudo o que você precisa e aproveite para dar uma conferida nos armários e geladeira. Assim você evita cair na dúvida se precisa ou não de um item – e acabar comprando por desencargo de consciência – e gasta somente o necessário.
  • Pesquise:acompanhar os preços e pesquisar é uma maneira de evitar preços abusivos e maquiagem de preço. Muitas empresas aproveitam o momento de elevação dos preços pra alterar a embalagem dos produtos, reduzindo a quantidade, mas mantendo o preço. Além disso, muitos pontos de venda aproveitam a desatenção do consumidor e acabam colocando produtos em falsa promoção, sugerindo que aquela oferta é uma boa escolha. Para não cair nessas armadilhas, é preciso ficar atento as promoções apresentadas para a publicidade do dia especial de ofertas e as embalagens dos produtos.
  • Substitua e opte por produtos da estação:a substituição de marcas pode trazer economia, bem como, a opção pela compra de produtos que estejam menos pressionados pela inflação, no setor de hortifruti, carnes e grãos principalmente. Ou seja, optar sempre pelos produtos da estação que possuem maior oferta no mercado e, apresentam menor necessidade de uso de  agrotóxicos em sua produção.
  • Plante seu próprio alimento:para quem tiver espaço, vontade e criatividade, plantar seu próprio alimento é uma forma de economizar nas compras. Começar com temperos é um bom jeito de ir aprendendo e se animando. E vale reutilizar todos os tipos de suportes, como garrafas pet e embalagens diversas.
  • Organize sua despensa: mas o que isso tem a ver? Colocando os produtos com vencimento mais próximo na parte da frente, você evita ter que jogá-los fora sem nem mesmo ter usado.
  • Prepare sua marmita: é bom para o bolso e melhor ainda para sua saúde. Além de ficar muito mais em conta preparar sua própria comida em casa, você tem certeza da procedência dos alimentos e da forma como ela foi preparada. Isso vale também para o lanche das crianças. Você pode aproveitar para reduzir a quantidade de produtos industrializados (ricos em sódio, açúcares e conservantes) e substituí-los por frutas e lanchinhos caseiros. Seu bolso – e sua saúde – agradecem!
  • Faça uma limpeza na geladeira 1 vez por semana: sabe aquele restinho disso e daquilo que vai se acumulando no fundo da gaveta de legumes? Então, use-os para fazer uma sopa bem nutritiva, ou transforme-os em um caldo de legumes para preparar aquele risoto do final de semana. Outra dica é congelar esses preparos se não for consumi-los imediatamente. É sempre bom ter uma refeição pronta no congelador em caso de urgência, não é? E com a vantagem de ser 100% caseira, livre de conservantes!

Orçamento doméstico: controlar, planejar e não se endividar

Você já viu nossas dicas para economizar com água, energia, alimentação e manter um hábito de consumo dentro daquilo que é considerado sustentável. Mas nada disso adianta se você não tiver um controle dos gastos mensais da casa, ou seja, o orçamento doméstico. Saber exatamente o quanto entra de dinheiro e o quanto é gasto com cada item (e são muitos!) ajuda a identificar aqueles pontos onde há desperdício, ou seja, aquele ralo por onde seu dinheiro escorre sem que você perceba. As dicas abaixo são valiosas!

  • Primeiro passo: faça o download da planilha de orçamento doméstico que o Idec criou. Ela já vem prontinha para você começar a usar! Para facilitar,clique aqui.
  • Você já sabe, mas é sempre bom lembrar: acompanhe a origem e o destino das suas receitas, defina prioridades, preveja os rendimentos para o mês à frente, forme sua reserva de poupança, contabilize com clareza suas compras parceladas e os pagamentos com cartão de crédito.
  • Não caia no superendividamento: nós já falamos sobre consumo sustentável e consumismo, mas se tiver que comprar algo parcelado ou obter empréstimo, a regra principal é não deixar que as parcelas ultrapassem 30% da renda mensal familiar. Se isso acontecer, o consumidor terá dificuldades em arcar com as despesas básicas do dia a dia. Também é aconselhável optar pelo pagamento de menor quantidade de parcelas em um financiamento para evitar o pagamento de juros altos por um longo período.
  • Quais são as recomendações antes de começar um financiamento?A primeira é planejar. Fazer um empréstimo em uma situação emergencial ou desesperadora não dá certo. O consumidor precisa analisar sua capacidade de pagamento, lembrando sempre que os cálculos não devem se basear no valor do salário, mas no que sobra depois do pagamento das contas do mês e outras dívidas que já possua. Imprevistos como desemprego ou doença devem ser levados em consideração. Diminua gastos desnecessários e tenha controle do seu dinheiro. Faça a simulação de crédito para saber o custo efetivo total, pesquise taxas de juros e avalie o impacto no valor total.
  • De olho no extrato bancário:Controle seu extrato, evite pagar serviços que não utiliza mantendo pacotes de tarifas de custo elevado. Utilize os canais de autoatendimento (internet, caixa eletrônico e celular), e não pague apenas pelo que exceder a gratuidade dos serviços essenciais.

Cheque, cartão de crédito e cheque especial. Sinônimo de dívidas: sempre que utilizar cheque pré-datado, anote os números das folhas e as datas previstas para os descontos. Desta forma, o consumidor tem o controle de seus gastos e pode se programar para ter o dinheiro na conta quando o cheque for descontado. Já o consumidor que parcelar as compras no cartão de crédito também deve ficar atento não só ao valor da parcela, mas ao total que sua fatura vai somar com aquela nova aquisição. O pagamento integral da fatura é fundamental, uma vez que os juros cobrados no parcelamento da fatura são um dos mais altos do mercado. Assim, ao parcelar ou pagar o “valor mínimo”, a dívida acumula para o mês seguinte e fica cada vez mais alta! Quanto ao cheque especial, evite-o ao máximo. As taxas de juros dessa modalidade são muito altas e é importante lembrar que, quando seu salário for depositado no próximo mês, ele primeiramente cobrirá sua dívida no cheque especial – também conhecido como “limite” de sua conta corrente. Sendo assim, você terá menos dinheiro disponível para arcar com seus gastos do mês, o que poderá levá-lo a entrar novamente no cheque especial, criando um circuito sem fim de cobranças de juros e uma conta corrente que não sai do vermelho nunca.
Veja estas e outras dicas na Revista do Idec!
Fonte: Site do Idec 

 

Assistência técnica: o que fazer quando o problema não for resolvido no prazo?


Deixou um produto com vício na assistência técnica e o problema não foi resolvido no prazo estipulado por lei? Saiba quais seus direitos!

Ao analisar os comentários e mensagens que recebemos no blog e no site, é possível perceber que problemas com assistência técnica têm sido uma dificuldade recorrente na vida dos consumidores. Uma das perguntas mais frequentes é sobre os procedimentos corretos ao término do prazo que a assistência tem para sanar os problemas dos produtos.

Assim, o Portal do Consumidor conversou com o diretor do Procon de Campinas, Ricardo Chiminazzo, para que o consumidor saiba o que é correto e o que não é nesses casos.

O artigo 18 CDC – Lei nº 8.078 de 11 de Setembro de 1990

“Dispõe sobre a proteção do consumidor e dá outras providências.

Art. 18. Os fornecedores de produtos de consumo duráveis ou não duráveis respondem solidariamente pelos vícios de qualidade ou quantidade que os tornem impróprios ou inadequados ao consumo a que se destinam ou lhes diminuam o valor, assim como por aqueles decorrentes da disparidade, com as indicações constantes do recipiente, da embalagem, rotulagem ou mensagem publicitária, respeitadas as variações decorrentes de sua natureza, podendo o consumidor exigir a substituição das partes viciadas.

  • 1° Não sendo o vício sanado no prazo máximo de trinta dias, pode o consumidor exigir, alternativamente e à sua escolha:

I – a substituição do produto por outro da mesma espécie, em perfeitas condições de uso;

II – a restituição imediata da quantia paga, monetariamente atualizada, sem prejuízo de eventuais perdas e danos;

III – o abatimento proporcional do preço.

  • 2° Poderão as partes convencionar a redução ou ampliação do prazo previsto no parágrafo anterior, não podendo ser inferior a sete nem superior a cento e oitenta dias. Nos contratos de adesão, a cláusula de prazo deverá ser convencionada em separado, por meio de manifestação expressa do consumidor.
  • O consumidor poderá fazer uso imediato das alternativas do § 1º deste artigo sempre que, em razão da extensão do vício, a substituição das partes viciadas puder comprometer a qualidade ou características do produto, diminuir-lhe o valor ou se tratar de produto essencial.
  • 4° Tendo o consumidor optado pela alternativa do inciso I do § 1° deste artigo, e não sendo possível a substituição do bem, poderá haver substituição por outro de espécie, marca ou modelo diversos, mediante complementação ou restituição de eventual diferença de preço, sem prejuízo do disposto nos incisos II e III do § 1° deste artigo.
  • 5° No caso de fornecimento de produtos in natura, será responsável perante o consumidor o fornecedor imediato, exceto quando identificado claramente seu produtor.
  • 6° São impróprios ao uso e consumo:

I – os produtos cujos prazos de validade estejam vencidos;

II – os produtos deteriorados, alterados, adulterados, avariados, falsificados, corrompidos, fraudados, nocivos à vida ou à saúde, perigosos ou, ainda, aqueles em desacordo com as normas regulamentares de fabricação, distribuição ou apresentação;

III – os produtos que, por qualquer motivo, se revelem inadequados ao fim a que se destinam.”

 

DEVOLUÇÃO DO DINHEIRO PAGO

O Diretor do Procon de Campinas, Ricardo Chiminazzo, alerta para as situações em que o consumidor optar pela devolução do dinheiro pago, o Código de Defesa do Consumidor estabelece que a restituição do valor decorrente de vício no produto deve ser imediata e a correção monetária deverá ocorrer a partir do efetivo pagamento do produto pelo comprador. Chiminazzo salienta que o índice utilizado para a correção, geralmente, é o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor).

Comentamos que muitos consumidores reclamam que os fornecedores às vezes propõem prazos muito longos para devolução e questionamos qual seria o máximo aceitável. O especialista ratifica veementemente o que disse anteriormente, “O CDC é taxativo quanto à devolução do valor ao consumidor. Entretanto, as partes podem convencionar uma data para o pagamento. Caso não entrem em acordo com relação ao prazo para a restituição, o consumidor poderá acionar o Procon mais próximo de sua residência .

O artigo 18, § 1º, inciso II do CDC, estabelece que a restituição do valor decorrente de vício no produto deve ser imediata.

SUBSTITUIÇÃO DO PRODUTO POR UM MESMO MODELO

Decorrido o prazo de reparo, de posse da ordem de serviço, que demonstra a extrapolação do prazo de trinta dias, o consumidor acionará o fornecedor, por meio da rede autorizada, e ela deverá disponibilizar um meio não oneroso para que a pessoa receba o novo produto de forma imediata. “O ônus é do fornecedor e do fabricante na operacionalização das hipóteses previstas no artigo 18, do CDC”, afirma de forma categórica o diretor do Procon.

É importante ressaltar que a assistência não pode reter o documento fiscal original do consumidor para efetuar a substituição do produto.

 

SUBSTITUIÇÃO DO ITEM POR OUTRO MODELO E A EMISSÃO DE NOVA NOTA FISCAL

Quando um produto não estiver mais disponível no mercado, o consumidor poderá optar pela substituição por outro similar. Neste caso, é importante ficar de olhos bem abertos quanto à nota fiscal. Com base no direito à informação, presente no artigo 6º, III Código de Defesa do Consumidor, o fornecedor deve emitir outra nota, com a descrição do novo produto, contendo todos os requisitos exigidos para emissão do documento fiscal pela Fazenda.

Ricardo Chiminazzo ressalta que a nota anterior também deve ficar com o consumidor, para que tenha documentada a compra do produto substituído.

O Código de Defesa do Consumidor tem como princípio básico o direito à informação, previsto no seu artigo 6º, III.

“Art. 6º São direitos básicos do consumidor:

III – a informação adequada e clara sobre os diferentes produtos e serviços, com especificação correta de quantidade, características, composição, qualidade, tributos incidentes e preço, bem como sobre os riscos que apresentem; (Redação dada pela Lei nº 12.741, de 2012) Vigência”.

Férias escolares: dicas para garantir a diversão da meninada


O Portal do Consumidor alerta para os cuidados que os responsáveis devem observar na hora de levar as crianças para aproveitarem as férias.

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O mês de julho chegou e com ele o período do recesso escolar. Para manter a criançada ocupada nesse período, é preciso programar muitos passeios. Entretanto, para que a diversão seja garantida é preciso escolher a atividade mais adequada para as crianças e ter consciência dos direitos e deveres da família. Por isso, o Portal do Consumidor listou alguns cuidados para ajudar os responsáveis a evitarem que a diversão se transforme em uma verdadeira frustração. Confira!

Meia entrada para crianças em cinemas e espetáculos

Segundo o Procon-SP, não há uma legislação específica que determine o direito à meia entrada para crianças, apenas para estudantes. Porém, baseado no Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei 8069/1990), que considera criança a pessoa até 12 anos de idade incompletos, alguns cinemas cobram 50% do valor do ingresso para a faixa etária de 3 a 12 anos. Entretanto, os estabelecimento pode restringir a meia entrada para estudantes. A mesma regra vale para os demais espetáculos, como circos ou teatros infantis, depende da produção de cada evento.

Classificação Indicativa de Filmes

As crianças (entre 3 e 15 anos) podem assistir filmes com classificação indicativa até 16 anos, desde que estejam acompanhadas de um responsável. Vale lembrar, que as pessoas que não forem representantes legais da criança devem ter mais de 18 anos e apresentar uma autorização, por escrito, do responsável legal, que ficará retida no cinema. Alguns estabelecimentos costumam disponibilizar o arquivo no site para ser impresso em casa.

Por outro lado, os filmes não recomendados para menores de 18 anos não poderão ser assistidos por menores, nem se estiverem acompanhados pelos responsáveis. Entretanto, caso leve uma criança para ver um filme com indicação acima da idade que possui, é recomendável avaliar antes se o conteúdo está adequado à maturidade emocional e cognitiva do espectador.

Confira no link abaixo, a classificação para os filmes que estão sendo exibidos.

Consulte a classificação indicativa do filme

Alimentos em cinema e outros eventos de lazer

O estabelecimento que vender produtos alimentícios, não poderá proibir a entrada de pessoas portando alimentos de outras lojas, já que, segundo o art.39 do Código de Defesa do Consumidor, este é um procedimento considerado abusivo.

Caso o local onde acontecerá o evento não venda nenhuma espécie de alimento, ele pode restringir o acesso de guloseimas dentro de suas dependências, desde que o consumidor seja avisado antecipadamente e de forma clara.

Parque de diversão

Na época de férias um dos programas preferidos pelas crianças são os parques de diversões. Por isso, é importante que os responsáveis verifiquem as placas informando as características de cada brinquedo, pois muitos deles apresentam movimentos bastante radicais, com inúmeros giros, que podem causar tonturas e náuseas e outras reações nas crianças.

O mais indicado é que antes de permitir que seu filho use o brinquedo, observe outras pessoas utilizando-o. Assim, você pode avaliar se ele é adequado ou não para seu filho. Caso a dúvida permaneça, opte por outro, mesmo que seu filho insista.

Aumento do limite para desconto em folha é visto com desconfiança


Para o Procon Assembleia, esse tipo de endividamento deveria ser restringido, e não ampliado.

O Procon da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) considera que o desconto na folha de pagamento para empréstimo consignado e outrasdescontoemfolha despesas é uma armadilha para o consumidor. O comprometimento da renda reduz sua capazidade de compra e por isso muitas vezes outras dívidas contratadas deixam de ser honradas, empurrando o trabalhador para uma ciranda perversa de juros altos, da qual é extremamente difícil sair.

Por isso, a Medida Provisória (MP) 681/15, publicada no Diário Oficial da União nesta segunda-feira (13/7/15), que amplia de 30% para 35% o limite do desconto em folha dos trabalhadores regidos pela CLT, é vista pelo órgão como um risco para o endividamento ainda maior do consumidor. A MP 681 autoriza ainda que, desse total, até 5% sejam destinados à amortização de despesas com cartão de crédito.

“Problemas com cartão de crédito e empréstimo consignado estão entre os dez maiores motivos para as pessoas buscarem ajuda nos órgãos de defesa do consumidor”, afirma o coordenador do órgão, Marcelo Barbosa. “Somente neste ano, na unidade Espaço Cidadania do Procon Assembleia, já foram registradas 524 queixas referentes a cartão de crédito e outras 117 sobre empréstimo consignado, de forma que esse tipo de comprometimento da renda não deveria ser incentivado”, destaca.

Mesmo que a taxa de juros para o empréstimo consignado seja a menor do mercado, a orientação para o consumidor, de acordo com Marcelo Barbosa, é evitar esse tipo de transação para o cartão de crédito, uma vez que, se não conseguir pagar integralmente a fatura, estará sujeito a altas taxas de juros. Assim, pagar a vista continua sendo a melhor opção para evitar o desequilíbrio das finanças pessoais. O segredo para o bom planejamento é não gastar mais do que se ganha, destaca o coordenador.

Fonte: Assessoria de Impressa do Procon Assembleia.

Carrinhos infantis só podem ser vendidos com o selo e registro no Inmetro


Resultado de imagem para Carrinhos infantis só podem ser vendidos com o selo e registro no InmetroTerminou no dia 10 de julho o prazo para que o comércio varejista se adeque à regulamentação do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) para carrinhos infantis, cujo objetivo é agregar confiança à segurança de crianças e bebês. Agora todos os produtos só poderão ser comercializados se estiverem registrados no Inmetro e ostentarem o selo de identificação da conformidade, evidência de que foram considerados conformes, por meio de avaliações que verificam o atendimento aos requisitos de segurança, especialmente quanto ao sistema de retenção (cintos de segurança), migração de elementos tóxicos, propagação da chama nos tecidos utilizados, estabilidade, existência de furos que possam provocar retenção de partes do corpo e eficiência do sistema de freios e fechamento, para citar os itens mais relevantes.

Fiscais dos Institutos de Pesos e Medidas (Ipem), órgãos delegados do Inmetro nos estados, foram orientados a iniciar a fiscalização no varejo imediatamente após a data estipulada, visando coibir irregularidades. Fornecedores que comercializarem produtos sem o selo de identificação da conformidade do Inmetro e sem registro ativo estarão sujeitos às penalidades previstas na Lei 9.933/99, com apreensão dos produtos irregulares e aplicação de multas que variam de R$ 100 a R$ 1,5 milhão. Caso identifique algum produto irregular sendo vendido, o consumidor pode denunciar, por meio do telefone da Ouvidoria do Inmetro: 0800 2851818.

“É mais uma iniciativa para tornar seguros os produtos ligados ao público infantil. Temos, hoje, 113 modelos de carrinhos devidamente registrados no Inmetro e que podem ser vendidos regularmente”, salientou Leonardo Rocha, chefe da Divisão de Regulamentação Técnica e Programas de Avaliação da Conformidade.

Prazos para adequação
O processo de certificação compulsória de carrinhos infantis começou em 2012, quando, após consulta pública para ouvir a sociedade, o Inmetro publicou o regulamento com os requisitos de segurança e os prazos de adequação da indústria, importadores e comércio. Ao tomar a decisão de regulamentar, a Autarquia levou em consideração as reclamações de consumidores à Ouvidoria, os registros de acidentes em outros países e no Sistema Inmetro de Monitoramento de Acidentes de Consumo (Sinmac), além do monitoramento de recalls internacionais. Fabricantes e importadores tiveram 24 meses para adequar a produção e o varejo 36 meses para escoar o estoque.

Segurança infantil – Entre os principais artigos infantis que o Inmetro já regulamenta estão: brinquedos, dispositivos de retenção infantil (conhecidos como cadeirinhas para automóveis), artigos escolares, artigos de festas, chupetas, mamadeiras, berços, e cadeiras altas, só para citar as principais.

Fonte: Assessoria de Impressa do Inmetro.