Inmetro divulga lista com os carros mais econômicos do Brasil


O Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBEV), coordenado pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), chega ao seu oitavo ciclo com participação recorde PBEVdesde a sua criação, em 2008: todas as montadoras e importadoras aderiram e, com isso, 90% dos carros comercializados no País trarão a informação de eficiência de consumo e emissão de gases, tanto poluentes como de efeito estufa (CO2). A princípio, a regra já atinge 795 modelos e versões. Ao longo do primeiro semestre do ano, outros 131 modelos e versões serão incluídos, fechando 2016 com 926 veículos enquadrados no programa.

Este ano, a principal novidade é que a classificação da emissão de gases poluentes passa a ser exibida também por meio de letras, como já ocorre com a avaliação do consumo e a eficiência do veículo em km por litro de combustível, o que facilita o entendimento do consumidor.

Outra novidade do oitavo ciclo é a entrada dos veículos leves a diesel (picape, SUV e fora de estrada), que estarão etiquetados a partir do dia 1º de maio, e a inclusão de duas novas categorias: picape e os microcompactos (veículos com até seis metros de comprimento). Ao total, 14 categorias compõem o Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular: microcompacto; subcompacto; compacto; médio; grande; esportivo; utilitário esportivo compacto; utilitário esportivo grande; extragrande; comercial leve; minivan; fora de estrada grande; picape; e carga derivado de veículo de passageiro.

“Na hora de escolher o seu carro, o consumidor encontrará de forma mais clara as informações de eficiência energética, que vão impactar no consumo em toda a sua vida útil, e poderá escolher o modelo menos poluente e mais econômico. O objetivo é estimular que o cidadão procure a etiqueta para comparar veículos de uma mesma categoria, auxiliando-o a tomar uma decisão de compra consciente”, diz Alfredo Lobo, diretor de Avaliação da Conformidade.

Automóveis que forem mais eficientes e obtiverem as melhores classificações em sua categoria e também no ranking geral serão contemplados adicionalmente com o Selo Conpet de Eficiência Energética, concedido pela Petrobras, parceira do Inmetro no PBEV.

A tabela do PBEV, com a lista de todos os modelos e a suas respectivas classificações, já está disponível aqui na página do Inmetro . A consulta também pode ser feita de forma interativa na página do Conpet, (www.conpet.gov.br/consultacarros) ou por meio de aplicativo para smartphones Android ou IOS (por meio de QR Code na etiqueta) sob o título ‘Etiquetagem Veicular’, que ajudará o consumidor a escolher os carros mais eficientes comparativamente.

Limitação da banda larga ainda é ameaça


Órgãos de defesa do consumidor estão atentos a mais esse ataque aos direitos dos usuários de internet

                                                                                                                         Imagem: secure.avaaz.org

Após a imediata e incisiva reação dos usuários e dos órgãos de defesa do consumidor, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) recuou e decidiu proibir que as operadoras de banda larga suspendam o serviço ou reduzam a velocidade da internet após determinado nível de consumo de dados, como querem as empresas. A vitória dos consumidores, no entanto, é temporária. No último dia 22/4/16, o presidente da agência, João Rezende, disse que a questão está sob análise e que, até uma decisão do Conselho Diretor da Anatel, a imposição de limites na internet fixa está proibida. O executivo não determinou prazo para essa deliberação.

O Procon da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) está atento à questão e orienta os usuários para que denunciem e procurem os órgãos de defesa do consumidor caso verifiquem o descumprimento da legislação por parte das prestadoras de serviços de internet banda larga, em especial percebam a diminuição da velocidade ou a suspensão do serviço após o esgotamento da franquia ou ainda cobrança à parte para continuar a navegação.

“Essa intenção das operadoras fere o Marco Civil da Internet e desrespeita o Código de Defesa do Consumidor, que proíbe a alteração unilateral dos contratos”, argumenta o coordenador do Procon Assembleia, Marcelo Barbosa. Ele garante que as entidades de defesa dos consumidores de todo o Brasil vão estar juntas na luta para evitar que a limitação da banda larga seja implementada no País. Atualmente a internet banda larga está presente em 38% dos lares brasileiros, totalizando 25 milhões de clientes.

“Justo numa época em que se propaga a universalização do acesso à internet aparece uma proposta descabida como essa, cujo efeito será a elitização do serviço”, explica Barbosa. Se a limitação for aprovada pela Anatel, milhões de usuários serão prejudicados, principalmente os mais pobres. “Estamos ameaçados ainda de nos depararmos com situações absurdas, como escolas com acesso à rede apenas na sala da diretoria”, alerta o coordenador, que cita ainda a possibilidade de interrupção das iniciativas de oferta de internet gratuita à população, como as redes wi-fi em shoppings, restaurantes e outros estabelecimentos.

Fonte: Procon da Assembleia Legislativa de Minas Gerais

Inmetro avalia as garrafas térmicas de uso doméstico


A partir do relato de consumidores, o Programa de Análise de Produtos do Inmetro analisou em laboratório amostras de modelos de nove marcas de garrafas térmicas de uso doméstico, com o objetivo de avaliar o desempenho e a segurança do produto (Aladdin, Invicta, Mor casa e lazer, Termolar Collection, Casa Ambiente, HausKraft, Emsa e  Sanremo).  Destas, apenas uma (da marca Invicta)  foi considerada não conforme, pois possuía uma capacidade volumétrica abaixo do informado na embalagem, além de ter sido reprovada na avaliação de eficiência térmica.

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“Os resultados revelaram uma tendência de conformidade do produto disponível no mercado nacional. Recebemos os relatos dos consumidores por meio da Ouvidoria do Inmetro, a maioria relacionada à dificuldade em conservar a temperatura do líquido por muito tempo; e registros de acidentes no Sistema Inmetro de Monitoramento de Acidentes de Consumo (Sinmac), associados a queimaduras em geral”, comenta Isabel Loureiro, responsável pela Análise.

Para a avaliação, realizada no Laboratório de Termometria e no Laboratório de Fluídos, ambos localizados no Campus do Inmetro em Xerém, foram verificados seis requisitos, como o de eficiência térmica, para verificar a capacidade de conservar a temperatura do líquido, e o de impacto, para avaliar a capacidade de não haver quebra no caso de queda.

“Com os resultados, o Inmetro solicitará à Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) o aperfeiçoamento da norma técnica brasileira atualmente vigente para o produto”, completa Isabel.

Clique aqui para acessar o relatório da análise realizada pelo Inmetro. 

Inmetro avalia chumbo em tintas de uso infantil


tintainfantilAs tintas de uso infantil, como têmperas guaches e aquarelas e pinturas a dedo, pertencem ao universo lúdico e são amplamente utilizadas nas atividades pedagógicas diárias e em muitas brincadeiras em casa. Elas são produtos hipoalergênicos e atóxicos, que fazem parte dos kits destinados a crianças em idade pré-escolar visando principalmente o desenvolvimento da percepção tátil e da coordenação motora.

Visando avaliar se os produtos do mercado oferecem algum risco à saúde das crianças, o Programa de Análise de Produtos do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) analisou em laboratório a concentração de chumbo presente em sete marcas: quatro de Têmpera Guache (Giotto, Maped, Maripel e Tris) e três de pintura a dedo (Acrilex, Faber-Castell e Tintex). Todas estavam conformes, dentro do limite máximo de 0,06% (seis centésimos por cento), de chumbo, em peso.

“Uma preocupação constante com as tintas de uso infantil é a ocorrência de chumbo. A presença desse metal pesado na composição representa um alto risco à saúde de seus usuários por envenenamento. Pode comprometer o aprendizado, causar hipertensão e até convulsões. Os resultados revelaram uma tendência de conformidade, conforme determina a Lei 11.762/2008”, diz Isabela Alves, responsável pela Análise.

O estudo é fruto de um acordo estabelecido com o Ministério do Meio Ambiente (MMA). As análises realizadas estão em harmonia com a Aliança Global para a Eliminação da Tinta com Chumbo (GAELP), uma iniciativa da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), cujo objetivo é evitar a exposição de crianças a tintas contendo chumbo e minimizar a exposição de pintores e outros usuários a este produto. O propósito é reduzir progressivamente a produção e venda de tintas que contêm chumbo e, finalmente, eliminar os riscos de contaminação por esse tipo de metal pesado.

Para acessar o relatório na íntegra clique aqui.

 

Disciplina é chave para evitar o superendividamento


Procon Assembleia apresenta dicas para controlar o orçamento pessoal e doméstico

Uma pesquisa realizada em abril/16 pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) mostra que 44,3% dos brasileiros estão com as finanças descontroladas. O superendividamento é um problema que se torna ainda mais grave em períodos de crise econômica, quando a perda do emprego é uma realidade em muitas famílias. O Procon da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) elaborou algumas dicas para ajudar no controle dos gastos e evitar que o consumidor entre no redemoinho do endividamento.

Na pesquisa do SPC Brasil/CNDL, outros dados chamam atenção: cerca de 48% dos entrevistados têm medo de não conseguir pagar suas contas; 35% não sabem se vão conseguir honrar o pagamento de dívidas já contraídas; e 32% temem ficar desempregados. Um levantamento recente do Procon Assembleia mostra que 53% dos consumidores de Belo Horizonte estão inadimplentes, isto é, em atraso com seus compromissos financeiros, sendo a maior parte relacionada ao uso excessivo do cartão de crédito ou de loja.

Diante da situação de incerteza econômica atual, a melhor coisa a fazer é economizar nas compras, e a pior é recorrer a empréstimos, afirma o coordenador do Procon Assembleia, Marcelo Barbosa. Em suas palestras sobre Planejamento do Orçamento Familiar, Barbosa ensina que a organização da vida financeira é essencial para evitar o superendividamento. Para isso, é necessário definir as necessidades da família e planejar os gastos, considerando sempre a renda disponível.

Infelizmente,  muitos consumidores não fazem isso e acabam optando pelo caminho do empréstimo, por considerarem equivocadamente que é o mais fácil, além do uso excessivo do cartão de crédito e do cheque especial. No entanto, essa é a maneira de o problema aumentar ainda mais por causa dos altos juros cobrados pelos bancos e outras instituições de crédito.

Controle – Conhecer a situação financeira da família significa saber com a máxima precisão possível quanto se ganha e quanto se gasta por mês, além de perceber pra onde vai o dinheiro. Nesse sentido, explica Marcelo Barbosa, é muito útil elaborar uma planilha simples, onde o consumidor anota numa coluna todos os gastos do mês, desde o cafezinho na padaria da esquina até a compra de supermercado.
A regra básica é não gastar mais do que ganha, afirma o coordenador. Assim, quando a situação financeira está apertada, é necessário dizer “não” a alguns pedidos dos filhos, evitar compras por impulso e trocar marcas mais caras por outras mais baratas, por exemplo. É importante reunir a família e deixá-la consciente sobre a realidade do orçamento, alerta Barbosa. Assim é possível que surjam ideias para reequilibrar as contas da casa.

Poupança – Guardar dinheiro para emergências também é uma medida inteligente. A vida de vez em quando nos  traz surpresas desagradáveis, como uma doença na família, um acidente de carro e outras situações, e é sempre bom estar precavido. Assim esse dinheiro pode ser usado em caso de necessidade. É fundamental evitar cair na tentação de gastá-lo com outras coisas. Na atividade financeira, disciplina é tudo.

Outra boa dica para evitar o superendividamento é comprar somente à vista. Quem assume prestações “a perder de vista” tende a perder também o controle sobre seu orçamento. Isso sem contar os altos juros embutidos nas parcelas. “O consumidor tem que ter clareza de que aquele valor da prestação significa na prática o comprometimento de parte de seu salário”, diz Marcelo Barbosa. Por isso, é muito mais inteligente juntar o dinheiro na medida do possível e pagar à vista.

Caso já esteja endividado, o consumidor não deve perder a calma. Algumas medidas podem ajudá-lo a “sair do buraco”. Se o débito é com o cartão de crédito, por exemplo, vale a pena pegar um empréstimo bancário com juros mais baixos e quitar a dívida com a operadora do cartão. Negociar com a empresa credora também é uma boa iniciativa, além de, obviamente, mudar hábitos de consumo. Vários clientes têm procurado ajuda do Procon Assembleia para renegociar a dívida, conseguindo resultados satisfatórios em muitos casos.

Atenção redobrada também aos lançamentos presentes nas contas de água, luz, telefone, cartões e outros boletos bancários. Um péssimo hábito do consumidor brasileiro é verificar somente o valor e a data de vencimento. Marcelo Barbosa insiste sempre na necessidade de conferir o detalhamento das faturas. “As pessoas devem observar se há cobranças que elas não reconheçam, evitando assim pagar pelo que não devem”, conclui.

Fonte: Procon Assembleia – Assessoria de Imprensa