Saiba como gastar menos nos supermercados


Você sabia que pode consultar os encartes dos mercados pelo celular? E que alguns supermercados cobrem os preços de seus concorrentes? Então, fique ligado nas 10 dicas que o Portal do Consumidor preparou para você economizar nas compras de mês!

A preocupação com a inflação está levando os cidadãos a cortarem gastos. De acordo com a pesquisa divulgada pelo Instituto Data Popular, 47% dos brasileiros da classe C informaram que fazendo uma comparação com os últimos seis meses, estão comprando menos produtos em supermercados. Aproximadamente 41% adquirem a mesma quantidade e 12% passaram a comprar mais. Pensando nisso, o “Portal do Consumidor” selecionou dez dicas para ajudar os consumidores a gastarem menos na hora das compras de mês.

FAÇA UMA LISTA DE COMPRAS

É importante ter sempre um caderno próximo da despensa para anotar todos os itens que estão acabando, pois eles devem ser priorizados na hora da compra. Antes de ir ao mercado é fundamental fazer uma lista com os produtos que pretende comprar, começando com os de maior necessidade. Isso pode ajudar a evitar gastos desnecessários.

COMPARE ENCARTES

Compare o preço dos produtos utilizando os encartes de cada supermercado. Para poupar tempo, você pode fazer esse estudo comparativo online. Atualmente, existem sites e aplicativos que ajudam nessa tarefa. Um exemplo é o Tiendeo, um App gratuito para a web e celular que agrupa todas as ofertas semanais de inúmeros mercados do país. Assim, você consegue aproveitar da melhor maneira as promoções de cada um deles.

USE O CELULAR COMO ALIADO

Utilizando os aplicativos para smartphones fica mais fácil planejar sua lista de compras. Entre eles você encontra o “Boa Lista”, que lê códigos de barras dos produtos e compara preços, “MeuCarrinho”, que cria listas de supermercado, “QQFalta” uma ferramenta para o consumidor não esquecer de nenhum item quando sai às compras, dentre outros. Vale lembrar que todos os Apps mencionados estão disponíveis tanto para Android como para Iphone. Procure em seu dispositivo quais os outros que podem servir como um auxílio na hora das compras. Utilize também a calculadora, ela é indispensável para calcular o valor que está sendo gasto na compra e ainda possibilita saber se as promoções “Compre 2 e leve 3” compensam.

BUSQUE A OFERTA ESPECÍFICA PARA CADA DIA DA SEMANA

É importante que consumidor fique atento aos dias de promoção de cada setor do supermercado.  Os descontos costumam ser bem maiores em determinados dias para cada seção.

SUBSTITUA OS PRODUTOS MAIS CAROS

Ao notar que determinado produto da sua lista está com um preço além do esperado, o recomendado é substitui-lo por um equivalente. Nas prateleiras, passe a olhar para a parte de baixo, pois geralmente as marcas menos conhecidas ficam mais escondidas. Tente experimentar outras e não fique preso apenas às tradicionais, que muitas vezes são mais caras e oferecem a mesma qualidade de outras.

SAIBA QUANDO VALE A PENA OPTAR PELO ATACADO

No atacado pode ser vantajoso quando você tem a opção de estocar os produtos em casa. A dica para minimizar o volume do estoque é tentar dividir com algum vizinho, já que comprando em grandes quantidades o valor diminui bastante. Para quem mora sozinho ou não tem como guardar os produtos por muito tempo, o ideal é optar pelo mercado varejista.

ESCOLHA MELHOR O HORÁRIO PARA AS COMPRAS

Ao fazer suas compras, procure evitar os horários de pico nos supermercados. Eles geralmente acontecem aos sábados, no final da tarde/início da noite, durante os dias de semana e principalmente nos primeiros 10 dias do mês, pois é o período que a maioria das pessoas recebe a remuneração salarial. Procure ir pela manhã, durante a semana. Já nos casos em que o mercado funciona durante 24 horas, procure ir mais tarde. Assim, além de evitar aborrecimentos, você consegue ter um tempo maior para selecionar o que pretende levar para casa.

EVITE LEVAR FILHOS PEQUENOS

O ideal é deixar em casa os filhos menores no dia de fazer as compras. Não sendo possível, vá direto aos itens que você anotou na lista. Evite as gôndolas de doces e guloseimas que possam estimular o desejo de compra das crianças. Se for inevitável, negocie levar apenas um item fora da lista.  Lembre-se, que quanto mais você se distancia da lista original, inserindo itens que não foram previamente programados, maior será seu custo final. 

NÃO VÁ COM FOME AO SUPERMERCADO

Quando for ao supermercado, procure se alimentar antes. Ir com fome na maior parte das vezes pode levá-lo a consumir itens que não estavam programados. É bom lembrar que as embalagens dos produtos procuram ser bem atrativas justamente para conquistar o cliente, que na hora da fome acaba comprando.

DESCONTOS PARA CLIENTES

https://i2.wp.com/us.123rf.com/450wm/flashdevelop/flashdevelop1304/flashdevelop130400019/19289336-red-carrinho-de-compras-de-mercado.-conceito-de-desconto.-3d-isolado.jpg

Atualmente muitos mercados cobrem as ofertas de seus concorrentes, o que pode ajudar bastante na hora de poupar tempo e dinheiro. Alguns ainda oferecem “cartão fidelidade” no qual  o cliente cadastrado tem descontos  em determinados produtos. Nos sites de compra coletiva você ainda encontra cupons para usar em algumas redes. Se informe em quais redes é possível usar esse artifício e veja se será vantajoso para você.

Seguindo essas dicas você poderá economizar nas compras e evitar os desperdícios causados pela falta de planejamento ao efetuar suas compras. E lembre-se, ao optar pela compra de um produto, verifique antes se realmente você precisa dele.

Inmetro analisa usabilidade de embalagens de alimentos


O Inmetro analisou a usabilidade de embalagens de três tipos de alimentos: aquelas para barra de cereal, saco plástico para bisnaguinhas ou macarrão e enlatadas com abertura do tipo anel. Nenhuma demonstrou ter um desempenho totalmente satisfatório.

usabilidade

Usabilidade ainda é um termo pouco conhecido. A grosso modo é possível dizer que avaliar a usabilidade é verificar o nível de “facilidade” que as embalagens oferecem, o grau de eficiência destas e o quanto elas satisfazem a necessidade do consumidor na hora de uso e manuseio.

Em uma análise superficial, pode-se pensar que ausabilidade das embalagens é um aspecto periférico, sem muito impacto nas relações de consumo. Entretanto, é fundamental para evitar e prevenir acidentes ou cortes na hora do manuseio do produto, para o bom armazenamento e, entre outras questões, abarca informações imprescindíveis para a preservação da saúde e da segurança do consumidor.

Cabe destacar que os registros do Sistema Inmetro de Monitoramento de Acidentes de Consumo (Sinmac) revelam que as embalagens enlatadas são aquelas com maior número de relatos de acidentes pelos consumidores. Numa classificação por família, as embalagens em geral, aparecem como a quarta família de produtos com maior registro de acidentes, com 11,7%.

Diante da importância do tema e do grande número de acidentes, o Inmetro analisou as seguintes marcas:

Oito embalagens de Barra de cereal: Hershey’s Barras Cereais, Nature Valley, Nestlé Barras Cereais, Nutry, Quaker Barras Cereais Ritter, São Braz – Barra de Cereais e Trio Barras Cereais;

Seis embalagens enlatadas com abertura com “anel”: 88 Sardinhas Anel, Beira- Mar Sardinhas Anel, Bonfiam Fiambre Bertin Anel, Gomes da Costa Sardinhas Anel e Swift Salsicha Anel, Whiskas – Alimento para gatos;

Seis embalagens plásticas, “bisnaguinhas” ou macarrão: Adria (macarrão), Piraquê (macarrão), Plus Vita (bisnaguinhas), Qualitá (macarrão), Seven Boys (bisnaguinhas) e Wickbold (bisnaguinhas).

Por não haver documentos que abordassem todos os aspectos de interesse para a análise, o Instituto definiu uma metodologia dividida em duas etapas: a primeira foi feita por peritos, técnicos do laboratório, que realizaram uma avaliação heurística. A segunda foi realizada com voluntários em laboratório.  Os ensaios foram realizados pela equipe do Laboratório de Concepção e Análise de Artefatos Inteligentes (LaCA²I), do Departamento de Design da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

A avaliação heurística identificou características e problemas de usabilidade nas interfaces entre o usuário e o produto. Esta etapa também subsidiou a elaboração dos roteiros para condução dos ensaios com os voluntários.

A análise de consumo foi feita por meio de simulações de uso com 14 usuários do sexo masculino e feminino, entre 18 e 38 anos. Cada um pôde pegar e manusear todos os tipos de embalagens e responder sobre sua familiaridade com as marcas analisadas.

Resumo dos resultados:

Avaliação feita pelos peritos:

Foram considerados os seguintes aspectos: análise das informações, a disposição destas na embalagem e a linguagem utilizada; se a embalagem permite que o usuário não precise se lembrar de informações na hora do manuseio, reconhecendo as instruções para seu uso; se as informações seguem coerência e padrões; e se previne ocorrência de erros.

As embalagens foram pontuadas da seguinte forma: 1 – Péssimo; 2- Ruim; 3- Regular; 4- Bom e 5- Excelente. Os resultados 4 e 5 foram considerados satisfatórios para a análise.

Os resultados mostram que apenas uma embalagem de barra de cereal (Quaker), duas de enlatados (Whiskas e Gomes da Costa) e duas de sacos plásticos (Plus Vita e Piraquê) tiveram desempenho considerado satisfatório, com notas 4 ou 5.

Os principais problemas identificados nas embalagens consideradas não satisfatórias foram:

Barras de cereal: cores com contrastes que dificultam a leitura (São Braz e Nutry), letras pequenas demais (São Braz, Nutry e Nestlé), uso de idioma estrangeiro antes do português (Nature Valley e Ritter), identidade visual que confundiam o consumidor (Ritter e a de Trio) e impressão dos textos em sentidos opostos, quebrando o fluxo da informação (Hershey’s).

Avaliação de cada marca: Hershey’s (2), Nature Valley (3), Nestlé (3), Nutry (2), Quaker (4), Ritter (2), São Braz (1) e Trio (3).

Enlatados: o tamanho dos caracteres e a dificuldade de se perceber o que o produto oferece (Beira-Mar e Swift), baixa atratividade da lata e disposição de informações em local de difícil acesso (88) e a afirmação de que a embalagem possui instruções sobre sua abertura na parte superior da lata, sem ter (Bonfiam).
Avaliação de cada marca: 88 (3), Beira-Mar (3), Bonfiam (1), Gomes da Costa (4), Swift (3) e Whiskas (5).

Embalagens de plástico: algumas tinham textos considerados pequenos e de difícil leitura por conta da transparência ou do brilho da embalagem (Adria, Qualitá e Wickbold) e a logomarca considerada exagerada, aparecendo repetidamente (Seven Boys).

Avaliação de cada marca: Adria (3), Piraquê (4), Plus Vita(4), Qualitá (2), Seven Boys (2) e Wickbold (2).

 Análises realizadas com os voluntários:

Foram avaliados11 aspectos ligados à usabilidade. São eles:

  1. a) Intuitividade: se a forma de utilizar e abrir as embalagens estão claras e se essas ações podem ser feitas sem consultar as instruções, mas, caso haja necessidade, elas devem ser localizadas facilmente.
  2. b) Simplificação: se o usuário sentiu-se confiante ao usar o produto, levou pouco tempo para identificar a abertura e o uso.
  3. c) Visibilidade: aspectos gráficos da embalagem, no que tange a formas, cores, fontes e diagramação, bem como se a embalagem é inclusiva para deficientes visuais.
  4. d) Mapeamento: se usuário segue diretamente a proposta da embalagem e se houve dificuldades na leiturabilidade.
    e) Feedback: se a embalagem deixa claro que está sendo aberta de forma tátil, visual e sonora.
    f) Tolerância a erros: se a embalagem pode ser restaurada caso rompida ou aberta acidentalmente, se informa sobre algum modo de como evitar estes erros e se é possível fechá-la, caso seu conteúdo não seja completamente consumido.
  5. g) Interação mediada: se ele apela constantemente para seus modelos mentais, se precisa estudar a embalagem antes de manuseá-la e se as informações nela contidas são claras ou se ela ensina como abrir de forma intuitiva.
  6. h) Inteligibilidade: se os textos e ícones das embalagens são legíveis e precisos.
  7. i) Frustração, Dissonância e Satisfação: medir o quanto os usuários se sentiram confortáveis ao tentar usá-las, se essa experiência lhes foi agradável, o quanto tiveram de dificuldades para manuseá-las, o quanto se queixaram ou desistiram e o quanto as embalagens estão dentro da realidade do usuário.
  8. j) Segurança: observar os aspectos físicos da embalagem (peso, dimensões, material, textura e acabamento), identificar as falhas do produto que podem comprometer seu manuseio e estudar graficamente a embalagem, com observações voltadas para o armazenamento, validade do produto e os riscos de manuseio da embalagem.
  9. l) Satisfação e Experiência de Uso: se a experiência pós-uso foi satisfatória e se gerou algum tipo de memória positiva no usuário que o incitasse a querer usar o produto novamente.

Para cada tema, foram consideradas satisfatórias aquelas embalagens que tiveram no mínimo 50% dos usuários concordando ou concordando fortemente, no caso de afirmativas com viés positivo. Já nas afirmativas com viés negativo, foram consideradas satisfatórias as embalagens que tiveram no mínimo 50% dos usuários discordando ou discordando fortemente.

Quadro geral de resultados:

Os gráficos abaixo apresentam a média dos resultados dos onze critérios da análise de consumo, por fornecedor.

grafico1

grafico2

grafico3

 

O resultado da análise demonstra a necessidade das empresas implementarem melhorias nas embalagens do ponto de vista de sua usabilidade, principalmente em relação a quatro aspectos: inclusão social – tornando a embalagem acessível para deficientes, em particular aqueles visuais -; a conservação dos alimentos; o risco de uso; e a disposição de informações relevantes ao consumidor.

Os riscos percebidos pelos usuários durante a análise das embalagens de enlatados ratificam os relatos constantes do banco de dados do Sistema Inmetro de Monitoramento de Acidentes de Consumo. Assim, o Inmetro irá estudar a possibilidade de criar critérios mínimos de segurança que contribuam para mitigá-los.

Adicionalmente, o Instituto irá propor à Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) melhoria das embalagens por meio da adoção de requisitos que promovam a acessibilidade das embalagens e melhorias na usabilidade, incluindo os itens que se destacaram na análise.

Informação ao Consumidor:

Como ouvimos pouco falar em usabilidade, muitas vezes não relacionamos alguns incidentes e/ou acidentes que acontecem com os problemas de usabilidade da embalagem. Por exemplo: “Ao abrir o pacote de biscoito mais da metade do conteúdo foi parar no chão” ou “Ao abrir uma lata de tomate pelado (daquelas que vem com um anel superior para puxar – facilitador de abertura) a tampa da lata cortou a parte interna de um dos meus dedos”. Em eventos desse tipo é comum a pessoa atribuir o resultado a sua atitude, ou seja, entender que foi a responsável pelo resultado, sem pensar na possibilidade de ter sido a falha da embalagem que gerou o efeito diferente do esperado.

Baseados em relatos registrados no Sistema Inmetro de Monitoramento de Acidentes de Consumo, listamos abaixo algumas dicas para que, em caso de falhas da embalagem, você possa preservar sua saúde e segurança e contribuir para melhoria do produto.

– Se tiver dificuldade na hora de abrir latas, mesmo as que possuem anel, não force a abertura. O mais indicado é ler a instrução de uso e, se a dificuldade para abrir persistir, use o abridor de latas. Jamais utilize faca ou outros objetos pontiagudos para ajudar na abertura.

– Se ao abrir a embalagem conforme a instrução de uso você se machucar, entre em contato com a empresa para registrar seu acidente e registre seu relato no Sistema Inmetro de Monitoramento de Acidentes de Consumo.

Um acidente de consumo é configurado quando se constata um defeito no produto ou serviço que além de torná-lo inadequado para seu uso, também causa dano ao consumidor ou representa riscos à sua saúde ou segurança. Assim, todos os danos materiais e morais causados ao consumidor devem ser ressarcidos pelo fornecedor dos serviços. Caso isso aconteça, você pode procurar o Procon mais próximo de sua residência para fazer valer seu direito.

– Se tiver dificuldade em identificar qualquer informação na embalagem do produto (letra pequena, contraste ruim nas cores da embalagem ou qualquer outro problema do gênero), entre em contato com o Serviço de Atendimento ao Consumidor da empresa para registrar sua percepção. A opinião dos consumidores é um importante fomento para as empresas melhorarem seu desempenho.

– Sempre ouvimos dizer que não devemos comprar enlatados se a lata estiver amassada. Entretanto, Associação Brasileira de Embalagem de Aço – Abeaço[1]garante que essa afirmação é mito. “Essa regra não funciona há mais de 40 anos. Desde 1970 as latas de aço têm uma proteção interna maleável, que impede que, quando elas forem amassadas, o alimento entre em contato direto com o metal.”

– Por outro lado, a Abeaço alerta que não devemos comprar enlatados se a lata estiver estufada, pois, nesse caso, provavelmente aconteceu uma falha no processamento do alimento e ele pode estar contaminado. A regra vale não só para latas, mas para qualquer tipo de embalagem que esteja estufada.

– Após a abertura do produto, siga as instruções descritas na embalagem e atente-se para a forma de armazenamento e prazo para o consumo do alimento após aberto.

– A manipulação correta das embalagens garante sua integridade minimizando riscos de perda do produto. Evite colocar excesso de peso sobre as embalagens mais sensíveis, na hora da compra e de armazenamento em casa. Evite produtos com data de validade vencida, embalagens estufadas, tampas abertas ou violadas e produtos com vazamento[2].

– Todas as embalagens analisadas são recicláveis. Cabe destacar que a embalagem unitária da barrinha de cereal, a que é metalizada, deve ser descartada no coletor para embalagens plásticas.

– As embalagens descartáveis de alumínio usadas para armazenar, congelar, descongelar, aquecer e servir alimentos podem ser utilizadas no micro-ondas sem  oferecer riscos para sua saúde e segurança. Confira aqui o passo a passo.

 

[1] Disponível em:< http://gazetaonline.globo.com/_conteudo/2012/09/voce_ag/vida/1357984-fique-longe-das-embalagens-de-enlatados-estufadas.html&gt;

[2] Disponível em <http://www.tetrapak.com/br/embalagens/dicas-para-consumo&gt;

 

Vício oculto: “defeito” que costuma aparecer depois do final da garantia do produto


Uma parcela expressiva das reclamações que recebemos está relacionada a produtos duráveis como, por exemplo, os eletroeletrônicos e eletrodomésticos. Na maioria das vezes, as queixas envolvem problemas relacionados ao mau funcionamento dos produtos que, juridicamente, são chamados de vício.

O vício se caracteriza quando ocorrem problemas decorrentes de sua fabricação e não do mau uso ou desgaste natural do equipamento. Popularmente, costumamos chamar esse tipo de acontecimento de “defeito”. Em uma primeira análise, pode parecer que estamos falando sobre alguma coisa óbvia. Entretanto, o vício pode ser aparente, facilmente detectável pelo consumidor, ou oculto, que só pode ser constatado após certo tempo de uso, dificultando a comprovação de que se trata de um problema pré-existente.

O vício oculto, esse um pouco mais complexo de ser comprovado, ainda é um assunto pouco conhecido pelo consumidor e quem sabe o que é, muitas vezes, desconhece como proceder para fazer valer o seu direito. Assim, para esclarecer alguns pontos que ainda estão obscuros sobre esse assunto, conversamos com o Diretor Presidente do Instituto Nacional de Defesa do Consumidor – Idecon, Dr. Reginaldo Araújo Sena.

Para ilustrar para o consumidor e facilitar a compreensão de como se configura um vício oculto, o Diretor  Presidente do Idecon trouxe como exemplo duas recentes reclamações que a instituição recebeu:

“O primeiro caso foi de uma consumidora que nos apresentou uma reclamação sobre a compra de uma geladeira, há três anos atrás, que estava gelando em excesso. O produto era usado na temperatura indicada pelo fabricante e horas depois era preciso desligá-lo por causa do excesso de gelo. Ela abriu uma reclamação junto ao fabricante e este se negou a fazer o conserto, alegando que a garantia já tinha se esgotado. Depois de algumas perguntas e investigação junto a consumidora, descobrimos que esse mesmo problema técnico já havia ocorrido com 6 meses de uso, logo, estava caracterizado aí o vício oculto, ” esclareceu o especialista.

 “Outro caso, igualmente importante, foi em relação à tela de um televisor que rachou sozinha. Mesmo dentro da garantia, o fabricante se negou a consertar o produto sem que o consumidor assumisse o custo do conserto, pois alegava que a rachadura na tela do aparelho se deu por uma queda. Entretanto, ficou comprovado que o vidro rachou sozinho, não havia arranhão ou marcas de queda. Não foi fácil, pois, a todo instante o fabricante alegava a queda, mas conseguimos convencê-lo do contrario,” afirma Sena.

Para dirimir quaisquer eventuais dúvidas,  Dr Reginaldo nos explicou quais  são os indícios de um vício oculto: “é todo defeito, que ocorre sem que o consumidor tenha contribuído pra sua existência. É comum o fornecedor alegar que foi mau uso ou que foi o consumidor que deu causa e a situação se torna mais grave, quando aparece o “defeito” após vencer a garantia. É incrível, mas a maioria das reclamações que recebemos é justamente quando vence este prazo. É uma baita coincidência!”

Ele comentou que é comum, quando ocorre um problema no aparelho, o fornecedor ficar tentando ganhar tempo, com o intuito de jogar a responsabilidade para o consumidor. Para evitar isso ele recomenda procurar inicialmente o fabricante, sempre se munindo de provas nestes contatos, pois, às vezes, as tratativas ficam por telefone, sem comprovantes do que foi acordado, e isso  atrapalha muito caso tenha que recorrer à justiça. “A reclamação deve sempre ser formulada por e-mail, carta ou diretamente nos Órgãos de Defesa do Consumidor”, aconselha o especialista.

É importante lembrar que, segundo o Código de Defesa do Consumidor, o prazo para reclamar de um vício oculto é de 90 dias, a partir do momento em que ficar evidenciado o problema (Art. 26).

 Esse prazo é diferenciado porque um bem durável, relativamente novo, não pode parar de funcionar logo em seguida ou pouco depois do vencimento do prazo de garantia dado pelo fornecedor, que normalmente é de um ano. Entretanto, deve ser considerado o tempo médio de vida útil do produto, como, por exemplo, foi o coso da geladeira, citado acima.

Assim, caso o problema apresentado pelo produto seja caracterizado como vício oculto, o consumidor pode e deve reclamar, exigindo ao fornecedor que sane o vício sem qualquer custo adicional. Caso enfrente dificuldades,   procure os Órgão de Proteção e Defesa do Consumidor.

 Por fim, o Diretor Presidente do Idecon, Dr Reginaldo Araújo Sena, relacionou alguns cuidados que o consumidor deve ter na hora da compra de aparelho elétrico ou eletrônico:

  1. Algumas empresas insistem em ligar o parelho no momento da compra para se eximir de eventual responsabilidade após a compra. Recomendo que não permita, compre e ligue em casa, sempre acompanhando o manual.
  2. No momento da entrega, peça para o entregador tirar da caixa, pois muitas vezes o aparelho chega na casa do cliente quebrado.
  3. Fique atento ao comprar produtos importados, é sempre bom verificar de quem é a responsabilidade e, principalmente, se tem rede de oficinas credenciadas em sua região ou município.
  4. Cuidado ao comprar produto em mostruário, o fornecedor coloca a placa “ Produto à venda do jeito que se encontra”, ou seja, depois, se tiver com defeito, mesmo que seja oculto, o fornecedor vai alegar que ele sabia.
  5. O vicio oculto, em alguns casos, se confunde com variação de energia, mau uso, transporte, armazenamento e ou instalação. É sempre bom o consumidor ficar atento, não compramos um produto para nos causar desconforto e estresse e sim satisfação. Na dúvida, acione imediatamente o fornecedor.

Comprovante de quitação anual de débitos devem chegar até o fim de maio


Comprovante de quitação anual de débitos chega em maio. Documento substitui faturas pagas durante todo o ano passado e deve ser guardado por cinco anos.

Até o mês de maio de cada ano, as empresas prestadoras de serviços públicos e privados são obrigadas a enviar para o endereço do cliente um comprovante de quitação dos débitos do ano anterior. Isso vale, por exemplo, para os serviços de fornecimento de água, energia elétrica, internet, TV a cabo, mensalidades escolares e outros. É o que prevê a Lei Federal 12.007, de 2009. Esse comprovante pode ser emitido em um documento separado ou estar contido em um espaço na própria fatura de maio.

A lei prevê ainda que esse comprovante de quitação anual deve ser guardado pelo consumidor pelo prazo mínimo de cinco anos. Com isso, as faturas mensais daquele ano ao qual se refere o comprovante podem ser dispensadas. Mesmo que exista algum débito em aberto, o cliente tem o direito de receber a declaração de quitação referente aos meses em que os pagamentos foram feitos.

O Procon Assembleia orienta que o consumidor fique atento ao recebimento dos comprovantes anuais. Caso não receba, ele deve inicialmente entrar em contato com a empresa fornecedora e solicitar o envio, lembrando sempre de anotar o protocolo da ligação. Se mesmo assim o documento não chegar, o cliente deve comparecer ao Procon da sua cidade, com o protocolo em mãos, e formalizar uma reclamação.
Vale lembrar ainda que, caso o comprovante de quitação anual de débitos seja emitido na fatura de maio, o consumidor deve guardar essa fatura pelo prazo de cinco anos, podendo dispensar as demais daquele ano.

Fonte: Procon Assembleia – Assessoria de Imprensa

Idec promove curso para ajudar consumidores a cuidar do dinheiro


Curso “Como cuidar do seu dinheiro para realizar sonhos”

facepoupança2

O curso tem por objetivo  orientar os consumidores com dicas práticas de como organizar o seu orçamento pessoal e planejar melhor a vida financeira e a sua relação com o dinheiro, e ainda se informar sobre  seus direitos garantidos pelo Código de Defesa do Consumidor para evitar as armadilhas do sistema financeiro como publicidade, tarifas, juros e cartões.

Espera-se que ao término do curso  o consumidor tenha os conhecimentos necessários para para que possa refletir sobre a importância do seu papel como ator econômico.

Além das orientações e reflexões o curso irá trazer como atividade prática a planilha de orçamento doméstico elaborada pelo Idec, e explicar as suas principais funcionalidades. A ferramenta irá ajudar o consumidor a fazer um melhor controle e organizar as despesas do dia a dia.

Data:  28 de maio de 2015, quinta-feira.

Horário: 18h00 às 21h00

Local: Auditório do Idec (Rua Desembargador Guimarães, 21, Água Branca, São Paulo, SP)

Metodologia: aulas expositivas com atividade prática

Carga Horária:  3 (três) horas.

Coordenação: Ione Amorim, economista e pesquisadora do Idec

InvestimentoR$ 49,00

R$ 59,00  após 25 de maio

Desconto20% para associados do Idec.

Certificados: serão conferidos certificados digital para os participantes presentes.

Vagas limitadas.

Faça sua inscrições aqui, até o dia  27 de maio!

Programação

Conteúdo programático:

– O que é ter consciência e disciplina financeira

– Como planejar as minhas metas de vida financeiramente

– As armadilhas do sistema financeiro, publicidade, tarifa, juros, cartões

– O que eu preciso saber para utilizar o crédito a meu favor

– Como utilizar a planilha de orçamento doméstico do Idec

Perfil do palestrante:

Ione Amorim, economista, especialista em Gestão do Agribusiness pela FGV/SP e Gestão da Comunicação pela ECA/USP. Atuou 15 anos em empresa de comunicação nas áreas de projetos, pesquisa e desenvolvimento de conteúdo de informações para mercado agrícola, posteriormente atuou 4 anos em organização não governamental na área coordenação de cursos para gestores públicos. Desde 2008 é economista do Idec com atuação na área de testes e pesquisas com ênfase no relacionamento dos consumidores com o sistema financeiro.

Indicações de serviços próximo ao local do evento

 Informações gerais sobre o Idec: Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor, organização social sem fins lucrativos, com título de Utilidade Pública pelo Ministério da Justiça, registrada sob o CNPJ: 58.120.387/0001-08, Inscrição Estadual: Isenta e Inscrição Municipal :9.828.528-9. Com sede à Rua Desembargador Guimarães, 21, Água Branca, CEP 05002-050, São Paulo, SP. Representante legal: Elici Bueno, coordenadora executiva.

Dúvidas e informações: eventos@idec.org.br  ou (11) 3874-215